10 janeiro 2017

Vice-Presidente Élia Mira em sessão sobre a Constituição na André de Resende

​A Vice-Presidente da Câmara Municipal de Évora, Élia Mira, esteve no dia 9 de Janeiro na Escola Básica André de Resende numa sessão preparatória do Parlamento dos Jovens que reuniu alunos do 5º ao 8º ano. "Os Jovens e a Constituição: Tens uma Palavra a Dizer" é o tema deste ano para o Ensino Básico e foi em torno desta temática que decorreu a conversa, moderada pela Professora Ana Caroço, Coordenadora da iniciativa para o Ensino Básico.

 

Acompanhando com interesse o Parlamento dos Jovens, que considera uma iniciativa muito positiva pela forma como mostra o trabalho político, a Vice-Presidente destacou a importância de certas noções fundamentais, como saber defender as próprias ideias, saber ouvir as dos outros e saber que se pode concordar ou não, ganhando as ideias que forem aceites por mais pessoas. Deu como exemplo as reuniões públicas de Câmara onde se faz o debate de ideias, onde por vezes há discordâncias, mas enquanto pessoas todos se respeitam uns aos outros.

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No que concerne à Constituição da República, explicou aos alunos que "é a lei fundamental do País onde estão consignados os princípios que nos protegem enquanto cidadãos. O seu texto tem por base a democracia e só é possível no regime democrático", criado há 40 anos com a Revolução do 25 de Abril de 1974.

 

Tem por base direitos e deveres, como por exemplo o direito a votar, só dado à maioria da população após a Revolução e que se constitui também como um dever, o de participar politicamente. Apelou a todos para exercerem esse seu dever cívico em cada eleição, escolhendo quem querem no poder e não permitindo que outros escolham por eles, como acontece nas ditaduras. Falou da importância que tiveram as primeiras eleições democráticas em Portugal após a saída de um regime ditatorial onde havia presos, exilados políticos e assassinatos de quem pensava diferente.

 

"Por muito que se critique o regime democrático, só o podemos fazer se vivermos em democracia", alertou a autarca, aproveitando também para explicar outros aspectos do regime opressivo em que se viveu até 1974, onde as professoras primárias tinham de pedir autorização ao Estado para casar (para que este avaliasse as ideias políticas do noivo), onde era proibido ouvir determinadas músicas e rádios, ler certos livros e até possuir amigos que se opusessem ao Governo.

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A Vice-Presidente comentou ainda algumas propostas do trabalho que os alunos levarão à próxima fase do Parlamento dos Jovens e deixou o convite para visitarem a Câmara de Évora e assistirem a uma reunião pública para perceberem melhor o trabalho exercido pela Administração Local.

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