26 novembro 2019

Évora celebrou 33 anos de Património Mundial com concerto de Duarte e Cantares de Évora

Assinalou-se no dia 25 de novembro o 33.º aniversário da classificação do centro histórico de Évora como Património Mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

​​O Teatro Garcia de Resende foi o palco escolhido para as comemorações, cujo ponto alto foram as atuações do fadista eborense Duarte, com o precioso acompanhamento do Grupo de Cantares de Évora. Um espetáculo com casa cheia onde se cruzaram o Fado e o Cante Alentejano, ambos classificados como Património Imaterial da Humanidade, que assim se juntaram para assinalar a distinção do centro histórico de Évora. Durante quase uma hora e meia, a performance de Duarte centrou-se em "Só a Cantar", álbum lançado em 2018.

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Antes da música, Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara de Évora, alertou para o facto de "juntos termos de continuar o trabalho de valorização do nosso centro histórico". O autarca lembrou a importância da candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura em 2027, processo em que a população será chamada a participar no próximo ano. "É uma candidatura centrada em Évora mas que representa o Alentejo", garantiu o edil.

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Jovens embaixadores recebem diplomas

O aniversário da classificação do centro histórico de Évora como Património Mundial serviu de mote para a entrega a 47 jovens de vários países, entre os quais Brasil, Itália, Turquia, Polónia, Grécia e Espanha, dos diplomas pela participação no projeto Jovens Embaixadores. Esta iniciativa destina-se a divulgar o nosso património através de jovens estudantes estrangeiros que se desloquem para Évora mas, também, de jovens eborenses que temporariamente vão estudar para fora.

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Os embaixadores receberam os seus diplomas das mãos do Presidente da Câmara, da Vereadora com o pelouro da Juventude e Desporto, Sara Dimas Fernandes, e da Presidente da ESN – Erasmus Student Network, Bárbara Santos.

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Recorde-se que não obstante os trabalhos preparatórios da candidatura de Évora a património mundial se terem iniciado anos antes, o centro histórico desta cidade foi o segundo a ser reconhecido, em Portugal, como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO (1986), depois de Angra do Heroísmo (1983). Na sua declaração de valor, esta organização considerou a capital alentejana como "o melhor exemplo de cidade da idade de ouro portuguesa, após a destruição de Lisboa pelo terramoto de 1755."