17 janeiro 2017

Évora recebeu a visita da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade

​A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, esteve no dia 13 de Janeiro em Évora, onde conheceu o trabalho realizado pela Associação Ser Mulher, instituição que dá apoio a vítimas de violência doméstica. De tarde, foi a vez de contactar com o programa Escolhas, dinamizado pelo Núcleo de Évora da Cruz Vermelha Portuguesa. A Vice-Presidente da Câmara Municipal de Évora, Élia Mira acompanhou a visita, como entidade convidada, à sede e às estruturas daquela Associação.

 A​na Beatriz Cardoso, da Direção da Associação Ser Mulher, explicou que a visita deveu-se ao facto desta resposta de apoio às vítimas de violência doméstica no nosso distrito ter contado desde o primeiro momento com o apoio da Secretária de Estado. Refira-se que a associação que dirige não está apenas vocacionada para o acolhimento às vítimas de violência doméstica, mas também muito comprometida com a defesa e promoção dos direitos humanos das mulheres, com as questões da promoção da igualdade de género e divulgação desta temática. Neste sentido, tem já em preparação alguns livros para editar, com trabalhos a partir de fotografias feitas a pessoas que acolheram, com textos escritos por elas, e trabalhos de reconhecidos artistas.

 A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, salientou a importância desta vinda para conhecer a realidade no terreno. Revelou que a Associação Ser Mulher "é uma instituição nova, com grande capacidade técnica, de pessoas que faziam o trabalho técnico no Lar de Santa Helena. Como as irmãs, que eram a entidade que geria as casas, foram embora, estas pessoas tiveram a ousadia e a capacidade de agarrar este desafio".

Foto1.jpg

 Reconheceu que "não é um desafio fácil" por isso procurou ajudar: "Temos estado em grande articulação e esforço conjunto para que esta casa se mantenha". Esta resposta, aliás, como frisou a governante, "tem uma simbologia muito importante, pois foi a primeira que existiu em Portugal, sendo um projecto pioneiro à época". Face ao trabalho técnico meritório aqui encontrado, Catarina Marcelino informou que o apoio irá continuar, nomeadamente para as obras que um dos equipamentos onde a Associação está instalada precisa e para o projecto A Escola Vai à Casa Abrigo.

 A Secretária de Estado falou ainda da necessidade de mudança de paradigma em relação à institucionalização e do trabalho nesse sentido. Trabalho realizado, por exemplo, através do reforço dos Núcleos de Apoio à Vítima no interior do país, duplicando as respostas e criando condições para deslocações aos vários concelhos.  Nesse sentido, foi atribuído um financiamento a cada Núcleo para aquisição de uma viatura visando as referidas deslocações. Estão também a incluir nos novos protocolos o Ministério Público que não estava na primeira geração de protocolos, as CPCJ's e a Medicina Legal. Já foram assinados cinco protocolos e serão assinados mais dois no distrito de Portalegre no dia 24 de Janeiro. Évora está também na sua calendarização ainda para este ano, algo que terá de ser primeiro acordado com o Núcleo existente.

Foto5.jpg

 A Vice-Presidente da Câmara Municipal de Évora, Élia Mira, salientou que "a violência doméstica é um problema que nos convoca a todos e que só pode ser resolvido quando há uma rede de parcerias que funciona muito bem". Destacou a coragem e o papel fundamental da Associação Ser Mulher ao assumir esta resposta tão importante para as mulheres vítimas de violência doméstica. Daí, o valor do trabalho em parceria: "já trabalhávamos com o Lar de Santa Helena e trabalhamos agora com muito gosto com a Associação Ser Mulher".

 Do ponto de vista do Município, realçou ainda a autarca, "o nosso papel é, chamando aqui os princípios da Cidade Educadora, a sensibilização para este problema e sobretudo passar a mensagem muito forte que a violência é intolerável e que relativamente à violência doméstica a nossa tolerância deve ser zero, começando por capacitar as meninas mais novas no sentido de não aceitarem modelos no namoro que de algum modo possam vir a evidenciar problemas futuros de violência doméstica".

 Destacou ainda a vinda institucional da Secretária de Estado, tanto pela forma muito próxima como conviveu com todos, como pela tomada de decisões, designadamente no que concerne ao apoio concreto à Associação Ser Mulher.

Foto1.jpg Foto2.jpg Foto3.jpg Foto4.jpg Foto5.jpg