02 dezembro 2016

Évora prossegue na construção da Cidade Educadora

"​Um momento de aprofundamento do conceito de cidade educadora e de estímulo ao trabalho em rede", foi assim que a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Évora, Élia Mira, caracterizou o seminário que assinalou em Évora o Dia Internacional da Cidade Educadora.

 

A Vice-Presidente Élia Mira fez a abertura da sessão, que decorreu a 30 de Novembro, no Palácio de D. Manuel, apresentando as boas vindas a todos e fazendo o enquadramento dos trabalhos que evocam o primeiro Congresso das Cidades Educadoras realizado em 1990, em Barcelona.

 

Na sua intervenção, a autarca realçou a importância do Poder Local e da sua relação com os princípios da Carta das Cidades Educadoras, assim como da promulgação da Lei de Bases do Sistema Educativo. Considerou que são "hoje visíveis os resultados dos esforços que Portugal fez ao longo de todo este tempo no sentido do crescimento das qualificações dos portugueses e do reconhecimento de que com mais educação podemos ter mais desenvolvimento, mais cidadania e emprego de qualidade".

 

A Vice-Presidente esclareceu que " Évora, Cidade Educadora, procura no dia a dia preservar a sua história, a sua memória, o seu passado mas trabalha para oferecer aos seus munícipes um presente mais condigno, através dos inúmeros projectos que desenvolve, das parcerias que estabelece com diversas entidades, e projecta o futuro afirmando a Educação como eixo transversal do seu projecto político, consciente de que através das suas politicas  de educação, ambiente, saúde, urbanismo, cultura, mobilidade, transmite e educa para os valores".

Falou do que significa a construção de uma cidade educadora e de como Évora tem procurado responder a esse desafio, apostando na valorização das pessoas, "com o desiderato de capacitar o  território enquanto potência educativa através da educação formal, não formal e informal, concretizando um projeto global para o município, trabalhando com diversos parceiros em projetos e atividades que visam melhorar a qualidade de vida dos munícipes, numa perspetiva de cidade educadora enquanto tarefa de todos, com todos e para todos".

Referiu o trabalho feito em parceria com outras cidades, inclusive a partilha de boas práticas e concluiu que "a cidade educadora tem que oferecer a todos os seus cidadãos, como objectivo cada vez mais necessário para a comunidade, a formação em valores e práticas de cidadania democrática: o respeito, a tolerância, a participação a responsabilidade e o interesse pela coisa pública, que é de todos e para tal é fundamental favorecer o sentimento de pertença e de respeito colectivo".

 

O Professor Santana Castilho trouxe a comunicação "Cidades Educadoras: A Tecitura Possível Entre a Realidade e a Utopia", com muitas e justas críticas ao modelo neoliberal de globalização que veio desregular as cidades, os países e também a área da Educação, com os nefastos efeitos reconhecidos actualmente.

Um ensino que dê prioridade ao pensamento crítico, à diversidade e ao humanismo foi defendido por este orador, que fez votos para que as cidades educadoras consigam concretizar a utopia que perseguem. Os 40 anos da Constituição e a Lei de Bases do Sistema Educativo foram outros dos temas por si abordados.

 

Agustín Escolano (Professor Catedrático na Universidade de Valladolid) centrou a sua palestra no tema "A cidade como programa", colocando a tónica no conceito de cidade como instrutor da própria comunidade. Finalizou falando da relação entre cidade e escola e mostrando como até a arquitectura numa cidade pode ser um factor educador. Seguiu-se um momento de debate, cuja moderação esteve a cargo do Professor do Departamento de Pedago­gia e Educação da Universidade de Évora, António Ricardo Mira.

 

Os trabalhos finalizaram com a conferência plenária "3 pilares para uma construção educadora: Democracia, Escola e Cidade" por David Justino ( Presidente do Conselho Nacional de Educação), aos quais se seguiu um debate moderado por Carlos Percheiro (Diretor do Agrupamento de Escolas Severim de Faria).

 

O evento contou ainda com dois momentos de animação: o primeiro incidiu na atuação de Cante Alentejano pela turma do 4º ano (da AEC de Música) da EB da Sra. da Glória/Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício. O segundo momento de animação foi produzido por alunos do Curso Profissional de Artes do Espetá­culo da Escola Secundária André de Gouveia, pertencente ao Agrupamento de Escolas n.º 4 de Évora.

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