26 novembro 2018

32.º Aniversário de Património Mundial e 30 anos de geminação com Angra do Heroísmo assinalados em Évora

Évora comemorou ontem, domingo, 25 de novembro, a passagem do 32.º aniversário sobre a inscrição do seu centro histórico na lista das cidades classificadas como Património Mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A data assinalou também os 30 anos da geminação entre Évora e Angra do Heroísmo (Ilha Terceira - Açores), celebrado com o lançamento do concurso de criação artística "Um Olhar Jovem Sobre o Património", destinado a jovens eborenses e angrenses entre os 16 e os 30 anos.

Ambas as efemérides foram assinaladas com a realização, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, da sessão comemorativa "Évora e Angra Patrimónios da Humanidade - Cidades Irmãs Unidas Pelo Oceano", com intervenções do arquiteto Nuno Ribeiro Lopes, orador convidado, e Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara de Évora. Prevista estava também a presença de Álamo de Meneses, Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, que acabou por não conseguir comparecer devido ao mau tempo que se fez sentir na Ilha Terceira.

Nuno Ribeiro Lopes, arquiteto com ligações a Évora (foi dirigente e técnico camarário) e aos Açores (foi Director Regional da Cultura), centrou o seu discurso nas questões identitárias de ambas as urbes. Relativamente a Évora, Nuno Lopes considera que todo o território tem de ser pensado em conjunto e, se possível, definindo novas centralidades dentro e fora do Centro Histórico. Não deixando de elogiar o trabalho desenvolvido até aqui, este arquitecto alerta para a necessidade de intervenção contínua na cidade.

Em resposta, o autarca eborense Carlos Pinto de Sá, lembrou que as regras impostas aos Centros Históricos não podem ser imutáveis, devendo ser discutidas através de uma reflexão que permita escolher as soluções urbanísticas que possibilitem, por um lado, a manutenção da identidade e, simultaneamente responder aos desafios do futuro. No que se refere à salvaguarda do património do concelho, Pinto de Sá anunciou para breve um acordo com os proprietários da Herdade dos Almendres que permitirá ao município a gestão do Cromeleque ali situado.    

Recorde-se que não obstante os trabalhos preparatórios da candidatura de Évora a património mundial se terem iniciado anos antes, o Centro Histórico desta cidade foi o segundo a ser reconhecido, em Portugal, como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO (1986), depois de Angra do Heroísmo (1983). Na sua declaração de valor, esta organização considerou a capital alentejana como "o melhor exemplo de cidade da idade de ouro portuguesa, após a destruição de Lisboa pelo terramoto de 1755."

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