07 fevereiro 2017

Aniversário do SDPSul com seminário sobre flexibilização curricular

​O 31º aniversário do Sindicato Democrático dos Professores do Sul (SDPSul) foi assinalado com o seminário "Flexibilização Curricular" no dia 3 de Fevereiro, no Hotel Vila Galé, em Évora, evento no qual a Câmara Municipal esteve representada pela Vice-Presidente, Élia Mira.

 

A sessão de abertura contou com intervenções de Josefa Lopes (Presidente do SDPSul), Carlos Calixto (Vice-presidente do SDPSul) e Élia Mira, prosseguindo os trabalhos com uma intervenção de João Costa (Secretário de Estado da Educação) e outra de João Dias da Silva (Secretário-geral da Federação Nacional da Educação  - FNE). A estas, seguiram-se debates moderados por Paulo Fernandes (Vice-presidente do SDPSul). Na sessão de encerramento, interveio Jorge Santos (Presidente da FNE), Lucinda Dâmaso (Presidente da UGT) e Josefa Lopes (Presidente do SDPSul).

 

Évora como Cidade Educadora foi a temática que dominou a intervenção proferida pela Vice-Presidente da Câmara Municipal, reafirmando a importância deste caminho e do trabalho realizado em parceria com as mais diversas entidades.

 

Um compromisso do Município com a sua população que "decorre da convicção de que a educação é uma poderosa ferramenta de transformação social que nos permite construir cidades mais educadoras e, por isso mesmo, mais justas, mais solidárias e mais inclusivas", explicou a autarca.

 

Ser Cidade Educadora é também "contar com todos, envolver a todos e capacitar todos para uma decisão corresponsável sobre os destinos da cidade e do território", afirmou igualmente Élia Mira, sublinhando o trabalho municipal com os diversos parceiros em projetos e atividades que visam melhorar a qualidade de vida dos munícipes.

 

Em relação ao tema da efeméride comemorada, a Vice-Presidente da autarquia considerou que a reflexão em torno da flexibilização curricular "se pode constituir como uma medida preventiva da exclusão e de combate a uma certa falta de entusiasmo sentida por alguns  alunos, sobretudo os que são oriundos de meios socio-economicos mais afastados da cultura escolar".

 

Frisou ainda que a escola que se deseja "tem que ser a escola que trabalha para o sucesso escolar de todos, consciente de que a educação do séc. XXI tem que se abrir a interações muito fortes entre a escola, o meio e a sociedade, de modo a que ocorram aprendizagens significativas e funcionais e que se desenvolvam competências que não se esgotam na dimensão cognitiva nem na aquisição de informações, reforçando a importância do papel dos professores e da escola na configuração curricular".

 

Finalizou deixando "uma palavra de grande apreço pelo trabalho que milhares de professores desenvolvem diariamente nas nossas instituições de ensino, nem sempre reconhecidos ou valorizados" e ao SDPSul, na pessoa da sua presidente, "uma palavra de estimulo para que possa prosseguir o trabalho em prol da dignificação da educação e dos seus profissionais".

 

Na sessão de abertura, a professora Josefa Lopes destacou as preocupações do sindicato, dando como exemplo a sobrecarga horária dos professores e a não progressão na carreira que contribuem para uma certa desmotivação dos profissionais. Defendeu a realização de um debate alargado sobre o tema da flexibilização curricular e considerou ser esta "uma excelente oportunidade" para o Secretário de Estado falar aos professores sobre o assunto e ouvir o que os professores têm a dizer acerca da matéria.

 

Por seu turno, o professor Carlos Calixto focou a tónica da sua intervenção no trabalho das escolas e suas dificuldades mais prementes, nomeadamente no que concerne à burocracia em que estão mergulhados e que condiciona bastante a sua ação como professores.

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