28 outubro 2016

Cluster Aeronáutico do Alentejo ganha sede em Évora

O AED Portugal representava 18.500 postos de trabalho entre um total de quase 70 empresas e quase uma vintena de instituições universitárias e similares envolvidas.

O sector nacional da Aeronáutica, do Espaço e da Defesa (AED), que no passado dia 1 de agosto formalizou, junto do IAPMEI, a criação do "cluster" deste segmento nacional, recebeu hoje, em Évora, mais impulso para a sua real c​oncretização, com o município eborense a disponibilizar um espaço no ÉvoraTech,– Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Évora.

"Depois da aprovação da criação do cluster AED, com sede em Évora, era importante vincar essa decisão com a disponibilização de uma espaço físico para que doravante a Federação das Industrias do Espaço e da Defesa possa utilizar este espaço para aqui desenvolver a sua atividade", refere o Presidente da Câmara Municipal de Évora.

Segundo Carlos Pinto de Sá, "a cedência deste espaço é a concretização de uma ambição de longa data, já que o cluster deixa de estar apenas no papel e começa efetivamente a poder percorrer o seu caminho. Agora, compete às empresas e a todos os atores do tecido económico, social e educativo da região Alentejo desempenhar o seu papel para que ele tenha o sucesso desejado por todos. Este tem de ser o cluster aeronáutico do Alentejo", frisou ainda o edil.

Recorde-se que o setor industrial AED (aeronáutica, espaço e defesa) no nosso País valeu uma faturação de 1,7 mil milhões de euros em 2014, o último ano de que existem dados apurados. Este valor equivaleu a cerca de 1% do PIB – Produto Interno Bruto nacional.

Nessa altura, o AED Portugal representava 18.500 postos de trabalho entre um total de quase 70 empresas e quase uma vintena de instituições universitárias e similares envolvidas. O volume de exportações deste setor industrial em Portugal chegou à fasquia dos 87% nesse ano.

Durante a visita às novas instalações, o presidente da Federação das Industrias do Espaço e da Defesa, José Cordeiro, lembrou que o segmento industrial AED "poderá criar mais 1.500 empregos até 2020" e realça que o crescimento da atividade neste setor em Portugal tem andado entre os 5% e os 6% por ano, nos últimos anos.

O setor nacional de AED que conta com empresas como a Embraer/OGMA, Caetano Aeronautics, Tekever, Optimal, Spinworks, Fibresensing, Lusospace, Active Space e Critical Software, entre outras, está a promover nestes dias, em Évora e Lisboa, a conferência AED Days, para debater os desafios e oportunidades do setor.