05 julho 2019

Concluída 2ª fase de conservação e manutenção de árvores em espaço urbano

As árvores e os espaços verdes são extremamente importantes em contexto urbano. Permitem regular a temperatura da cidade, funcionando como mitigadores do efeito de «ilha de calor», característico de espaços que, à imagem das cidades, são constituídos maioritariamente por materiais inertes que absorvem calor. Além disso, são também um importante refúgio para diversas espécies animais, proporcionam importantes espaços de turismo e lazer. Adicionalmente, reduzindo a poluição atmosférica, são também, ao contrário do que à primeira vista possa parecer, importantes na redução da incidência de alergias e doenças respiratórias.

Desta forma, a conservação das árvores em espaço urbano é fundamental, tendo de ser efetuada através de poda seletiva de manutenção, com remoção de ramos mortos, partidos e inviáveis, redução do peso nos ramos potencialmente perigosos, promovendo o equilíbrio da árvore e a coabitação desta com a circulação automóvel, os edifícios e as infraestruturas envolventes. Lamentavelmente, em alguns casos, não existe alternativa ao abate.

Devido à dimensão e complexidade dos trabalhos, estes são efetuados com recurso a contratação de empresa especializada nesta matéria.

A primeira fase dos trabalhos decorreu no final de 2017, tendo-se podado 472 árvores e abatido 12. A segunda fase, que agora terminou, incluiu a poda de 463 árvores e o abate de 10. Na terceira e última fase  prevista para o final deste ano, prevê-se a poda de 468 árvores e o abate de 14.

No mesmo período, além do que foi feito no Plano de Reflorestação do Alto de São Bento, foram plantadas em contexto urbano 748 árvores no ano de 2017, outras 562 em 2018 e está prevista a plantação de 704 em 2019. As árvores plantadas são sempre de espécie autóctones e/ou adaptadas às condições edafoclimáticas da região.

As árvores de maior dimensão que encontramos na cidade remontam às décadas de 40 (data do primeiro Plano de Urbanização da Cidade, elaborado por Etienne de Groer entre 1940 e 1945), 50 e 60 do séc. XX.

Em conjunto, estas 3 intervenções representam uma importante ação de conservação e manutenção de árvores e contribuem para que as árvores de Évora permaneçam mais saudáveis e por mais tempo, para benefício da população.