30 março 2016

Convite à participação da população: Eixo Ferroviário de Mercadorias Sines-Évora-Badajoz em debate

​Todos os munícipes estão convidados a participar no encontro de análise da informação disponível sobre o Eixo Ferroviário de Mercadorias Sines-Évora-Badajoz a realizar esta quinta-feira, dia 31 de Março, pelas 18:30 horas, no edifício da Junta da Senhora da Saúde.

O evento é organizado pela União de Freguesias de Bacelo e Senhora da Saúde e pela Câmara Municipal de Évora, estando presentes os respetivos presidentes, Gertrudes Pastor e Carlos Pinto de Sá.

Recorde-se que o Presidente apresentou este assunto em reunião pública da Câmara realizada no dia 24 de Fevereiro. Informou que o Município contestou o traçado que a empresa Infraestruturas de Portugal pretende impor a Évora na zona urbana (Sra. da Saúde) para o comboio de mercadorias Sines-Badajoz e avançou com pedido de audiência ao Ministro da Tutela, proposta que mereceu aprovação unânime.

Na ocasião, o autarca explicou que trata-se de um traçado que, caso se viesse a concretizar, traria significativos prejuízos para a cidade e para a qualidade de vida dos seus habitantes. Em causa está, principalmente, o elevado número de comboios a atravessar a zona urbana, tanto no período diurno como noturno, o isolamento de bairros, a afetação da tomada de vistas sobre a cidade e o comprometimento do crescimento da cidade para Nascente.

O Município de Évora pretende encontrar uma solução que seja compatível com a cidade e a qualidade de vida dos seus habitantes, tendo já reunido uma equipa de técnicos camarários que estão a trabalhar na concepção de alternativas ao traçado actual a propor à empresa Infraestuturas de Portugal.

Em sessão da Assembleia Municipal de 29 de Fevereiro foi aprovada por unanimidade uma moção, apresentada pela CDU, sobre o Eixo Ferroviário Sines-Évora-Badajoz, cuja primeira subscritora foi Gertrudes Pastor.

Apesar de esta moção reconhecer que o investimento é de vital importância,  o troço urbano da linha Évora-Estremoz criará, caso seja concretizado o traçado que a empresa pretende, "uma ferida no tecido urbano da cidade", levando ao isolamento das populações. Isto porque será atravessado por ​uma linha electrificada em que circularão perto de 60 comboios pesados de mercadorias. Serão ainda cortados os principais eixos de ligação rodoviária com os Bairros da Comenda, St. Luzia, Santo António e outras zonas residenciais sem alternativas razoáveis e viáveis. Acresce ainda que seriam dificultados, ou mesmo cortados, os acessos actuais de transportes públicos que servem aquelas zonas.


Documento para consulta:

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