26 novembro 2020

25 De novembro é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

A violência contra a mulher é um grave problema social e de saúde pública no mundo, em Portugal e neste território tão próximo em que habitamos (o concelho). Para alertar a população mundial para este grave problema, em 1999 as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente o dia 25 de novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Em Évora, este dia celebra-se com a realização de uma iniciativa de sensibilização na Praça de Giraldo, agendada para a próxima sexta-feira, dia 27, e que permanecerá até 02 de dezembro.

A Câmara Municipal de Évora associa-se a esta data com uma iniciativa, na Praça de Giraldo, que pretende dar visibilidade e provocar reflexão e questionamento sobre a realidade da violência contra as mulheres no nosso concelho. A partir de dia 27 a Praça acolhe o projeto expositivo "Sapatos que Contam… E se o próximo sapato for o teu?", Com o propósito de mostrar um olhar sobre a realidade das vítimas diretas e indiretas (crianças e jovens) da violência contra a mulher, no concelho de Évora.

A exposição é composta por 180 sapatos de mulheres e 81 de crianças, personalizados, que correspondem ao número de vítimas registadas pelas forças de segurança e, também, pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Évora, em 2018. Os sapatos pretendem ser a representação visual dessas vidas, a sua metáfora, dando assim corpo aos números e às estatísticas. 

A Autarquia eborense associa-se também à campanha da ONU "16 Dias de Ativismo contra a Violência de Género", através da iluminação do edifício dos Paços do Concelho a cor de laranja entre 25 de novembro e 10 de dezembro, naquela que é mais uma forma de sensibilização para a violência contra mulheres e raparigas.

É de assinalar que a nível mundial, a violência contra as mulheres, seja ela de natureza física, sexual ou psicológica, é um problema social e de saúde pública que atinge todas as nacionalidades, etnias, religiões, escolaridade, profissões e classes sociais. É considerado um dos principais obstáculos à plena cidadania, liberdades e direitos das mulheres e como sendo uma manifestação de desigualdade histórica das relações de poder entre homens e mulheres. 

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