15 janeiro 2019

Hospital Central do Alentejo abre portas em 2023

O futuro Hospital Central do Alentejo (HCA), que se localizará em Évora, deverá entrar em funcionamento até ao final de 2023. O anúncio foi feito, na passada sexta-feira, pela atual presidente do conselho de administração do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), Filomena Mendes, durante a apresentação do projeto de financiamento do novo HCA.

Carlos Pinto de Sá abriu a sessão e, nas palavras de boas-vindas à assistência que incluiu o Primeiro-Ministro, a Ministra da Saúde, e o Ministro do Planeamento e Infraestruturas, congratulou-se por o Governo ter atribuído "caráter prioritário" à construção do Hospital Central do Alentejo, esperando que a decisão possa "agilizar" o arranque do projeto. "É mais uma decisão que nos parece importante, uma vez que esperamos que possa agilizar a abertura do concurso para a construção", não deixando de fazer referência à necessidade premente de novas instalações que servirão todo o Alentejo.

Para o autarca de Évora também é importante que sejam "resolvidos alguns problemas que têm a ver com terrenos que são necessários para as acessibilidades e as obras de um conjunto de infraestruturas", sublinhou, indicando que aguarda "uma agilização de processos" nestas áreas.

A prioridade dada pelo Governo ao projeto "é uma excelente notícia, desde que possa vir a concretizar-se em termos práticos com a abertura do concurso para a construção a breve trecho", conclui Carlos Pinto de Sá.

A empreitada vai contar com apoio de fundos comunitários do programa Portugal 2020, através de apoios do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no valor de 40 milhões de euros.

O novo hospital, que será construído na periferia de Évora, vai ter um edifício que ocupará uma área de 1,9 hectares e que terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487 camas.

A futura unidade hospital vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas.

A infraestrutura contará com 11 salas operatórias, das quais três para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e duas para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.