12 março 2019

Mulheres eborenses celebraram Dia com diversas iniciativas

A​ visita ao Cromeleque dos Almendres, tendo como guia o arqueólogo António Carlos Silva, foi um dos eventos que assinalaram em Évora as comemorações do Dia Internacional da Mulher.

O programa, organizado pela Câmara Municipal de Évora, Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Movimento Democrático de Mulheres teve o ponto alto no dia 8 de Março, com a concentração frente aos Paços do Concelho, onde tiveram lugar intervenções alusivas à data por parte de Carlos Pinto de Sá (Presidente do Município de Évora), Paula Caço (MDM) e Maria Manuel Tomé (STAL). 

Os participantes escolheram depois três iniciativas para usufruírem da tarde, que incluíram um passeio de bicicleta, uma visita guiada ao Cromeleque dos Almendres e outra à exposição “A Mulher nas Coleções do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora", patente ao público no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo e Biblioteca Pública de Évora. A programação completa, que inclui ainda outros eventos, pode ser consultada em www.cm-evora.pt

Na sua intervenção, o Presidente Carlos Pinto de Sá, saudou as trabalhadoras do Município e todas as mulheres. Frisou a importância desta efeméride, nomeadamente quanto à luta histórica pelos direitos da mulher. Sublinhou ainda o trabalho que existe por fazer para se conseguir uma sociedade mais justa e com melhores condições de vida e reafirmou “o seu compromisso em defesa da igualdade entre homens e mulheres, em defesa de uma vida melhor”.

A representante do MDM, Paula Caço, destacou o valor desta data e as conquistas obtidas em Portugal, nomeadamente com a Revolução de Abril. Reconheceu que, embora esta “tenha aberto caminhos, a igualdade ainda está longe de ser uma realidade” e apontou várias áreas no domínio laboral e social onde são detectadas graves lacunas. Considerou ser necessária a continuação da luta, da participação e do trabalho para solucionar tais questões.

Maria Manuel Tomé (STAL) enumerou um conjunto de problemáticas no que concerne à condição feminina actual que urge solucionar e destacou a ação dos sindicatos e CGTP-IN e os seus contributos para “a construção de um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.