27 junho 2017

Seminário “O Artesanato e a Economia Local” no Palácio de D. Manuel

​O seminário "O Artesanato e a Economia Local" decorreu esta manhã de terça-feira (27 de Junho), no Palácio de D. Manuel, integrado na programação da Feira de S. João 2017. A apresentação do livro "À Procura de Práticas Sábias. Design e artesanato na significação dos territórios", da autoria da arquitecta Cláudia Albino, foi um dos momentos altos da iniciativa, demonstrando que o trabalho conjunto pode ser proveitoso, tanto para artesãos como para designers. A autora ofereceu um exemplar a cada entidade da organização, permitindo assim que a sua obra seja disponibilizada para consulta a quem o desejar.

 

Este evento contou com a participação, na sessão de abertura, do Vereador da Cultura, Eduardo Luciano, que deu as boas vindas e salientou a importância da temática em debate. A moderação do seminário ficou a cargo de Rui Arimateia (Câmara Municipal de Évora), sendo o mesmo organizado pela autarquia em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, a Universidade de Évora, o Centro de Formação Profissional para o Artesanato e o Património e a Associação de Artes e Ofícios de Évora.

 

O primeiro orador foi Eduardo Esperança (Departamento de Sociologia da Universidade de Évora) que apresentou uma reflexão acerca do "Património do Artesão", centrando-se no valor da sua criação e na necessidade de dar a devida valoração ao sector do Artesanato.

 

Nuno Miguel Alas (Instituto de Emprego e Formação Profissional/Delegação do Alentejo) mostrou um pequeno vídeo feito no IEFP sobre a formação profissional de excelência que é feita no Alentejo. Salientou os apoios que este organismo estatal proporciona aos artesãos, nomeadamente através do Programa de Promoção das Artes e Ofícios. Este, procura dar resposta a dificuldades sentidas pelos artesãos, designadamente quanto à qualificação das pessoas, apostando na formação e apoio à criação de postos de trabalho, capacitação de gestão e comercialização de produtos e acesso a mecanismos sustentáveis de apoio a investimentos. A participação em feiras e certames é também apoiada pelo IEFP, apelando Nuno Alas aos artesãos que se inscrevam no site do Instituto para poderem beneficiar das ajudas concedidas.

 

Luís Rocha, Director do Centro de Formação Profissional para o Artesanato e o Património (CEARTE), abordou a temática da "Certificação de produtos artesanais" feita pela instituição que gere, bem como a formação que é ministrada, temas acerca dos quais pode saber mais em www.cearte.pt

 

Cláudia Albino destacou alguns aspectos fundamentais patentes no seu livro  de como design e artesanato podem desenvolver parcerias frutuosas e Gregório Figueiredo (Artesão e Presidente da Associação de Artes e Ofícios de Évora) abordou algumas questões fulcrais no que concerne à valorização e dignificação do trabalho dos artesãos. Sugeriu também a criação de um roteiro (pela Câmara ou Entidade Regional de Turismo, por exemplo) que permita aos visitantes ir directamente à oficina do artesão ver como trabalha, conhecer a história dos produtos e inclusive adquiri-los aí. Seguiu-se ainda um espaço de debate onde foram colocadas mais questões e apontados mais caminhos de valorização desta temática.

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