18 julho 2016

No Núcleo de Interpretação do megalitismo de Évora: Galopim de Carvalho e António Carlos Silva estiveram à conversa sobre as Pedras Talhas

​Histórias e estórias sobre as descobertas e as origens da Anta Grande do Zambujeiro e do Cromeleque dos Almendres foram o mote para que as dezenas de pessoas que acorreram na passada sexta-feira, dia 15, ao Convento dos Remédios, resistissem à tórrida noite que se fez sentir para escutarem a forma deliciosa e empolgada como o professor Galopim de Carvalho, acompanhado pelo arqueólogo António Carlos Silva, falaram sobre alguns dos mais significativos monumentos megalíticos da região de Évora.

 

A conversa foi antecedida por uma visita guiada ao Núcleo Interpretativo do Megalitismo que contou com a presença de Eduardo Luciano, Vereador da Cultura e Património da Câmara de Évora. Conversas em torno das Pedras Talhas foi o nome atribuído a esta iniciativa que marcou o início de um ciclo de atividades para divulgação e animação deste espaço museológico da autarquia.

 

Galopim de Carvalho é uma figura pública de grande relevo e, à beira dos seus 85 anos, é sobretudo conhecido do público pelo seu papel de grande divulgador e defensor do património geológico e paleontológico português, mas o que poucos sabem é que este homem tem também lugar cativo na história do património arqueológico eborense. Amigo e colega de liceu de Henrique Leonor de Pina, acompanhou e colaborou em vários trabalhos deste arqueólogo, a quem Évora deve a escavação da Anta Grande do Zambujeiro e a identificação do conhecido Cromeleque dos Almendres, nos anos 60 do século passado. Aliás, a folha da Carta Geológica de Évora, coordenada na época pelo próprio Galopim de Carvalho, inclui desde logo preciosa informação arqueológica sobre este território, graças à colaboração interdisciplinar entre estas duas grandes figuras da cultura científica alentejana.

 

António Carlos Silva é arqueólogo, técnico da Direção Regional de Cultura do Alentejo, responsável pela Gruta do Escoural, ex-director do Serviço de Arqueologia do Sul. Nessa qualidade, e em colaboração com a Câmara Municipal de Évora promoveu, durante a década de 1990, os "chamados circuitos megalíticos de Évora" com especial incidência no Cromeleque dos Almendres e na Anta Grande do Zambujeiro. Foi ainda coordenador dos trabalhos arqueológicos no Alqueva, entre 1996 e 2002 e das escavações no Castro dos Ratinhos, entre 2004 e 2007.

 

O ciclo de atividades no Núcleo de Interpretação do Megalitismo continua no final deste mês com nova visita guiada acompanhada de um espetáculo de marionetas com Tó Zé Bexiga e Manuel Dias. 

DSC_0028.JPG DSC_0030.JPG DSC_0041.JPG DSC_0042.JPG DSC_0062.JPG DSC_0064.JPG DSC_0070.JPG DSC_0075.JPG