28 setembro 2016

Plano Local de Saúde de Évora em construção

​​D​ecorre durante todo o dia de hoje (28 de Setembro) nos Paços do Concelho de Évora o seminário "Pensar Saúde, Alinhar Estratégias" com o objetivo promover o desenvolvimento do Plano Local de Saúde com os diversos parceiros.

A iniciativa é coorganizada pela Câmara de Évora em parceria com o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Alentejo Central e Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA).

Na mesa de abertura esteve a Vice-Presidente da Câmara de Évora, Élia Mira; em representação da Presidente do Conselho da CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, André Espenica; a Diretora Executiva do ACES do Alentejo Central, Laurência Gemito e o Presidente do Conselho Diretivo da ARSA, José Robalo.

 

Na sua intervenção, a Vice-Presidente da Câmara Municipal realçou o valor que tem para a autarquia a sua participação no Plano Local de Saúde.

 

"O Plano Local de Saúde é um documento estratégico cujas orientações têm em vista a melhoria do estado de saúde da população", considerou Élia Mira. Isto por que "permite uma definição, a nível local, de intervenções em espaços e grupos populacionais prioritários, privilegiando a promoção da saúde e deteção precoce da doença, a inovação das intervenções, a capacitação de recursos e a potenciação da articulação institucional, assim como a promoção das boas práticas clínicas e o estimulo à ação comunitária".

 

O Município de Évora, sublinhou Élia Mira, está interessado em participar no processo de identificação das necessidades locais e disposto a assumir um compromisso para a ação com todos os intervenientes.

 

A desertificação das aldeias com o encerramento dos serviços públicos é um problema que urge dar atenção, disse a autarca, frisando também a preocupação em relação a uma eventual municipalização da saúde, uma vez que já têm a experiência na área da educação, de transferência de competências feita sem condições nem meios financeiros adequados.

 

"Alinhamos com a posição da Associação Nacional de Municípios segundo a qual a municipalização destes serviços públicos põe em causa o principio da universalidade no acesso à educação e à saúde", explicou Élia Mira, indicando que muitas autarquias, como é o caso de Évora, vivem com grandes dificuldades e não têm meios, além de serem defensoras do Serviço Nacional de Saúde, que garante uma resposta universal a todos os cidadãos.

 

A responsável pelo pelouro da Saúde  fez votos para que a partir desta parceria alargada possa ser construído um Plano que sirva para clarificar a estratégia a desenvolver, ao mesmo tempo que favoreça uma maior responsabilização da população pelos seus comportamentos e atitudes. Tudo isto no sentido de obter um nível de saúde melhor, não só pela qualidade na prestação dos cuidados de saúde mas também  pelo aumento da satisfação dos cidadãos, dos profissionais e da confiança no Serviço Nacional de Saúde.

 

Segundo Élia Mira "este plano permitirá, ainda, adaptar  as intervenções em matéria de saúde às necessidades específicas do concelho e também de cada freguesia".

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