02 março 2020

SERIAL: festival internacional de música exploratória trouxe a Évora propostas desafiantes

Foram dois dias com oito concertos executados por alguns dos mais relevantes artistas da atualidade no domínio da música experimental e eletrónica. É desta forma que podemos resumir a segunda edição do Festival Serial, uma organização da Câmara Municipal de Évora com curadoria de Jorge Mantas. A Igreja de São Vicente foi o local que recebeu o “culto” e acolheu os “fiéis” de um tipo de sonoridade alternativa mas que ganha cada vez maior expressão a nível nacional.

O segundo e último dia do "Serial" arrancou, durante a tarde, com a presença da violinista e compositora multimédia Dong Zhou, acompanhada do projeto de música drone/concreta/noise Druuna Jaguar, numa colaboração especialmente desenhada para o Festival e que contou com uma componente de performance. Seguiu-se a dupla Manuel Mota e Margarida Garcia, par criativo de guitarra e contrabaixo elétrico com mais de 20 anos, sustentado por uma inspiradora amizade e entrega artística sem barreiras, que faz da música improvisada uma serena e misteriosa forma de meditação.

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À noite, o festival encerrou com mais três espetáculos: Angélica Salvi, harpista espanhola com um trabalho dedicado à improvisação e à música contemporânea e eletroacústica, era aguardada com expetativa e não defraudou. Tratou-se de uma das atuações mais virtuosas e vibrantes destes dois dias, com a harpista a explorar várias técnicas de preparação e amplificação do instrumento, sempre na busca de novos timbres e sonoridades. Pela primeira vez em Portugal esteve Loïse Bulot, que apresentou algumas das suas novas composições de música concreta e eletroacústica. Para o final ficou guardada a performance de Christina Vantzou, cofundadora dos The Dead Texan e um dos nomes cimeiros da música ambiental a nível mundial, que nos brindou com uma experiencia bela e imersiva muito próxima do transe.

No primeiro dia de festival atuaram Vitor Joaquim, Audrey Chen e o duo Ariadne.