06 março 2015

Seminário sobre habitação municipal: Câmara de Évora prepara-se para os novos desafios

Neste evento foram debatidas três linhas de ação: "Reabilitação e eficiência energética"; "Europa 2020 - uma nova oportunidade para a habitação social"; e "Habitação e Inclusão Social".

​A Vice-presidente da Câmara Municipal de Évora, Élia Mira, participou no recente seminário "Europa 2020, Habitação e Inclusão Social", que decorreu no Porto, tendo já em vista os novos desafios que se colocam nos próximos anos e a necessidade de financiamento nesta área.

 

O seminário foi organizado pela Associação Portuguesa de Habitação Municipal (APHM), associação sem fins lucrativos que visa congregar municípios e empresas municipais de promoção e/ou gestão de habitação social e da qual Évora faz parte, integrando a sua direção. Neste evento foram debatidas principalmente três linhas de ação: "Reabilitação e eficiência energética"; "Europa 2020 - uma nova oportunidade para a habitação social"; e "Habitação e Inclusão Social".

 

Estando alinhado com os principais problemas da habitação municipal, o Município de Évora, debate-se - à semelhança de muitos dos seus congéneres por todo o País - com um aumento da procura desta oferta social, decorrente principalmente da degradação do estatuto social e económico das famílias.

 

"Hoje, não são só já os tradicionais "pobres" que nos procuram, mas é sobretudo também uma classe média empobrecida que perdeu a sua casa, o seu emprego e precisa do apoio municipal para responder a um direito constitucional que é o da habitação", constata a Vice-Presidente.

 

Com a proximidade do novo quadro comunitário, as autarquias precisam compreender como aceder aos fundos para ajudar a solucionar problemas que se arrastam há muito, explica Élia Mira: "Temos a consciência que uma parte significativa do património é antigo, outro, não sendo antigo, foi fruto de uma construção a custos muito baixos. Há problemas no edificado (nomeadamente ao nível das coberturas) e sabemos que o próximo quadro comunitário vai permitir candidaturas para melhoria da eficiência energética o que para nós é fundamental".

 

As extremas amplitudes térmicas verificadas no Alentejo são também alvo de preocupação da dirigente camarária relacionadas com a habitação municipal. Explica que, devido ao crescimento do preço da energia e à falta de rendimentos, as pessoas procuram restringir o seu consumo, mas a fraca qualidade das construções faz com que sejam significativamente afetadas pelo frio no inverno e pelo calor no verão. O combate à exclusão social é outra linha que a Câmara considera, havendo necessidade de requalificar mais algumas habitações que neste momento estão fechadas por falta de verbas para proceder às intervenções.

 

"Vamos procurar ampliar a oferta de habitação social. Neste momento temos em prioridade 1 – que são os carenciados dos mais carenciados - 160 inscritos em espera", afirma a Vice-Presidente. Chama ainda a atenção para a existência do nível 2, o qual não sendo tão premente quanto o primeiro, tem também centenas de pessoas inscritas às quais o Município de Évora procura responder na medida das suas capacidades.