21 setembro 2016

A cultura cigana é tema de formação em Évora

​​​​Durante dois dias, técnicos  ligados à intervenção social, oriundos de todo o concelho têm oportunidade de aprender mais sobre a  comunidade cigana refletindo a forma mais adequada de se relacionar com ela e de lhe prestar ajuda. Do programa de conteúdos fazem parte temas tão variados como percursos e tradições, educação, trabalho, família, saúde e instituições.

 

Iniciou-se esta quarta feira, 21 de Setembro,  e decorre até amanhã a ação de formação "A Cultura Cigana" nos Paços do Concelho de Évora. Esta iniciativa contou com a participação, na abertura dos trabalhos, da Vice-Presidente da Câmara Municipal, Élia Mira.

 

O evento está inserido no trabalho da Rede Social/ Conselho Local de Ação Social de Évora (CLASE) que, sob o lema "Informar para Atuar" visa capacitar ainda mais os técnicos da Rede Social para atuar com mais eficiência.

 

Para esta formação, a Câmara convidou a Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas (AMUCIP), através das formadoras Maria Noel Gouveia (Presidente) e Alzinda Carmelo (Secretária da Direção), para realizar esta formação.

 

A AMUCIP é uma Associação de Mulheres Ciganas, de âmbito nacional, constituída em 2000, que trabalha para o desenvolvimento das crianças e mulheres ciganas em Portugal. Pode conhecer a associação e seu o trabalho em http://amucip.weebly.com

 

Recorde-se que o trabalho do CLASE permitiu a criação de algumas Unidades de Rede que são plataformas de cooperação de parceiros focadas no tratamento de temas específicos aos quais é necessário dar maior resposta técnica por forma a aumentar a qualidade de vida destes grupos mais fragilizados.

 

Évora conta já com as Unidades de Rede sobre Envelhecimento Populacional, Saúde Mental e Sem Abrigo. Segundo a Vice-Presidente Élia Mira, a Divisão de Intervenção Social do Município e a empresa municipal Habévora têm vindo a trabalhar de forma concertada sobre esta matéria e, no âmbito do CLASE,  "iremos brevemente avançar com a consolidação de uma unidade de rede (Grupo de Trabalho multidisciplinar), para que então possamos refletir de forma mais alargada e definir um Plano Estratégico Local de Integração de grupos Vulneráveis".

 

É aqui que se i​nsere a​ estratégia de intervenção no âmbito da não discriminação e integração de grupos vulneráreis, entre eles a comunidade cigana, a qual visa traduzir-se na concretização da inclusão social, salvaguardando a especificidade e o respeito pela identidade cultural de cada um. Em relação à comunidade cigana o trabalho tem vindo a ser construído conjuntamente com a Habévora, as Juntas de Freguesia, as organizações do setor e a própria comunidade cigana.

Foto1.jpg Foto2.jpg Foto3.jpg