"Fotografia: Caminhos para a Saúde Mental"

"Photography: Pathways to Mental Health"

Horário:
Terça a Domingo das 15h às 17h
Inicio do Evento:
09 outubro
Fim do Evento:
29 outubro
Localização:
Grupo Pró Évora

​“Fotografia: Caminhos para a saúde Mental” é uma exposição a duas vozes O grito de alerta das fotografias de Ana Mestre, dando rosto aos números da Saúde Mental em Portugal. Doentes, familiares e técnicos da ARIA - Associação para a Reabilitação e Integração Ajuda, uniram-se e, pela lente da fotógrafa, disseram como vai a saúde da saúde mental em Portugal. Na sua crueza, os números mostram uma realidade que nos envergonha, como comunidade. Denunciam a forma como as pessoas com doença mental e as suas famílias são encaradas neste país: aqueles que todos querem esquecer que existem, cidadãos que quotidianamente veem a sua dignidade de seres humanos posta em causa. Discriminação, desprezo, negligência, ignorância (sobretudo ignorância!) classificam bem a forma como milhares de portugueses são tratados pelas instituições e pelos seus concidadãos. O ferrete da doença marca-lhes a existência e domina-lhes a vida. Por isso é urgente este grito de alerta! Para transformar este estado de coisas, é urgente mudar mentalidades, mudar atitudes, mudar políticas! Assumirmos como comunidade que estar doente não pode significar estar à margem, estar escondido! É urgente escutar estas vozes e reconhecer-lhes o lugar a que têm direito, o de protagonistas da sua própria circunstância, na defesa daquilo que lhes é devido. As imagens de Duarte Pimenta são a voz da Esperança, mostram como é possível mudar aquela realidade e encontrar formas de comunicação e realização pessoal que superam dificuldades aparentemente intransponíveis. O Duarte encontrou na lente da máquina fotográfica a sua forma pessoal de dizer o mundo e as suas palavras visuais contam-nos a realidade com uma originalidade que nos fascina e enriquece. O encontro do Duarte com a máquina fotográfica não foi obra do acaso. Aconteceu porque alguém não se resignou ao estigma de um rótulo que só sinalizava limitações e acreditou que, muito para lá do diagnóstico, havia uma pessoa com sonhos e potencialidades. E acreditou que isso era o mais importante! Não foi com certeza fácil este combate contra o preconceito, a incompreensão, a falta de meios. Mas foi possível e é exemplo que vale a pena lutar contra o discurso do imobilismo e da descrença. Contra a discriminação e o estigma, a arte do Duarte mostra-nos o caminho certo, o caminho da inclusão que nos torna mais ricos como indivíduos e como comunidade. Que saibamos encontrar os sinais certos que nos levem a construir uma sociedade mais humana em que as pessoas com doença mental tenham acesso aos meios necessários para viver uma vida digna e realizada em que todo o seu potencial se possa exprimir e contribuir socialmente. Que cada um de nós tenha esta compreensão e contribua, de acordo com as suas responsabilidades e possibilidades, para esta transformação! Que cada um de nós tenha esta compreensão e contribua, de acordo com as suas responsabilidades e possibilidades, para esta transformação!

Informações Adicionais

Org: MetAlentejo e Aliança Solidária Terapêutica​
APOIOS: CME | Unidade de Rede Saúde Mental | ARIA | Ana Mestre
Rua do Salvador, 1