Soam As Guitarras 2020

The Guitars Sound 2020

Horário:
02/04 - 21h30 | 03/04 - 21h30 | 04/04 - 21h30 | 05/04 - 18h00
Inicio do Evento:
02 abril
Fim do Evento:
05 abril
Localização:
Igreja de São Vicente - Évora
SOAM AS GUITARRAS 2020 | OEIRAS, ÉVORA, PÓVOA DE VARZIM E SETÚBAL

Mais um ano, mais uma cidade, novos artistas, novos conceitos, estreias imperdíveis. 
Em 2020, na sua quarta edição, as guitarras também vão soar junto ao Sado para a chegada deste projeto que tem a guitarra e as cordas, nos seu múltiplos formatos e abordagens, como núcleo conceptual para concertos íntimos em salas diversificadas (teatro, igrejas, auditórios) que se constituem como ambientes acolhedores que permitem aos artistas sentir melhor o seu público e ao público viver singulares momentos de partilha.
Concretizámos esta ideia, em parceria com o município de Oeiras, em 2017. Em 2018, iniciámos a coprodução com município de Évora, 2019 com a Póvoa de Varzim e, ao ritmo de uma cidade por ano, estamos este ano também em Setúbal onde o embaixador do Soam As Guitarras, António Chainho, que realiza o concerto de apresentação em cada nova cidade, convida Miguel Araújo para uma noite inesquecível e que representa claramente o "espírito" do Soam As Guitarras.
Tal como já afirmámos, queremos que o Soam As Guitarras seja cada vez mais palco de canções, conceitos, estreias, encontros e desafios. É um mundo inteiro de surpresas e novos caminhos, bem patentes na edição de 2020.
Nesta ampla visão que preconizamos em torno da guitarra e "outras cordas", queremos salientar a presença marcante da viola campaniça através do projeto "Raia. Planeta Campaniça", em que António Bexiga convida Cristina Viana, Xinês e Daniel Catarino. Outro merecido destaque vai para Miramar, projeto de Frankie Chavez e Peixe, que se apresentará nas quatro cidades que integram esta quarta edição.
Manuel de Oliveira e Marco Rodrigues juntam-se em palco pela primeira vez, para este evento, e noutra das fortes vertentes do Soam As Guitarras, apresenta-se Pedro Caldeira Cabral. 
O enorme talento destes instrumentistas e os espaços para onde estão programados os concertos, prometem momentos de intensa partilha e sintonia que o público, já fiel, do Soam As Guitarras, se habituou a viver.

Fourth edition of the project, which features the guitar and strings, in their multiple formats and approaches, as a conceptual core for intimate concerts, in diversified spaces (theater, churches, auditoriums), which are constituted as welcoming environments, enabling the artists to better feel their audience and the public to experience unique moments of sharing.
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02 ABRIL | 21H30 | MIRAMAR // Frankie Chavez e Peixe

Embora venham de diferentes latitudes e tenham experiências distintas, Frankie Chavez e Peixe estão unidos pelo seu trabalho com a Guitarra. Agora apresentam o primeiro single, "I'm Leaving" para o seu projeto em conjunto, Miramar, com um teledisco de imagens de arquivo de Jorge Quintela e editado por Margarida Sá Coutinho.
Peixe começou a dar nas vistas há mais de vinte anos, ao assinar o som musculado e inconfundível dos míticos Ornatos Violeta, mas isso foi só o princípio de uma longa e rica viagem. Seguiram-se os Pluto, as experiências delirantes dos Zelig, as mais do que muitas colaborações e o resultado de todo o estudo e exploração das possibilidades do seu instrumento de eleição em dois grandes discos a solo – “Apneia” e “Motor”.
Frankie Chavez tem-se afirmado, desde que se estreou em 2010, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado pelo Folk, pelos Blues e pelo mais clássico Rock tem levado – quer sozinho, quer acompanhado – a sua música cada vez mais longe, tudo muito à custa da relação singular que desenvolveu com aquilo que foi sempre o princípio de tudo: a Guitarra.
A sua música é rica, sem nunca ser excessiva. É coerente, sem nunca ser repetitiva. É uma estrada que se percorre de forma contemplativa e que ora serpenteia até ao cume da mais alta montanha, ora se deixa ir planante, pelo calor preguiçoso do deserto, mas sempre a levar mais longe o som daquelas cordas que ressoam em diferentes caixas, com ou sem eletricidade​, e sempre como se os dois aqui fossem apenas um.
Ao vivo apresentam-se com imagens manipuladas em tempo real, destacando-se este “concerto-filme” na mútua inspiração a que ambos os universos (musica- imagem) se proporcionam e que o público facilmente absorve.
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03 ABRIL | 21H30 | MANUEL DE OLIVEIRA convida MARCO RODRIGUES

No Soam As Guitarras, Manuel de Oliveira subirá ao palco para mais um momento da digressão - "ENTRE ", contando com um convidado muito especial: o fadista Marco Rodrigues, prometendo assim, mais uma vez, surpreender o público.
“O desafio proposto pelo "Soam as Guitarras" configura a oportunidade no momento certo para dar luz a uma vontade, que eu e o Marco Rodrigues já ansiávamos há muito, de nos juntarmos a explorar as nossas paixões guitarristas e a nossa paixão pelo Fado. O Marco, para além de ser um grande fadista e um grande guitarrista, é um artista com quem me identifico muito neste ímpeto de “quebrar” fronteiras, ou limites criativos, o que nos levam a investir constantemente em territórios artísticos trasnscontextuais. Por isso, é de esperar uma abordagem muito guitarristica e sem preconceitos ao universo do Fado e da ibericidade, presença constante em tudo o que faço."
Manuel de Oliveira, conhecido como o guitarrista Ibérico, considerado unanimemente por crítica e público como um dos melhores guitarristas portugueses, entrega às suas composições os reflexos de uma alma ibérica que lhe corre nas veias sem, contudo, deixar latente um respeito, uma veneração intemporal, pelas suas origens e tradições. Com um vasto percurso internacional, é um dos mais prolíficos guitarristas contemporâneos.
Os últimos anos têm sido de criação para guitarra solo e parcerias. Deste processo nasce a digressão nacional "ENTRE", trabalho que será gravado ao vivo para edição em 2020 .
Marco Rodrigues, regressou aos discos em 2017 com “Copo Meio Cheio”, que se revelou um enorme sucesso de vendas e aplaudido pela crítica especializada. Neste álbum, Marco Rodrigues desafiou uma série de novos compositores e letristas da música pop nacional como Diogo Piçarra, Guilherme Alface e João Direitinho, dois membros dos ÁTOA que compuseram o primeiro single “Fado do Cobarde”, Carlão, Luísa Sobral, Capicua, Agir, Pedro da Silva Martins (Deolinda), Tiago Pais Dias e Marisa Liz (Amor Electro), ou Boss AC. Do disco faz parte o sucesso “O Tempo”, cujo vídeo ultrapassou as 2,6 milhões de visualizações. Graças a este álbum, Marco Rodrigues voltou a pisar vários palcos internacionais, desde o Festival Caixa Fado em Benguela e Luanda (Angola), à Rússia ou Letónia.
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04 ABRIL | 21H30 | RAIA. PLANETA CAMPANIÇA 
                                   António Bexiga e convidados 
                                   Daniel Catarino, Xinês (voz, guitarra e bateria)
                                   Cristina Viana (desenho digital)

Raia é linha-fronteira, linha-caminho, expressão idiomática e forma verbal. Raia é peixe. O peixe-viola é uma raia.
Raia é o projeto-síntese de António Bexiga que percorre as sonoridades da viola campaniça*, nas suas fronteiras acústica e elétrica, analógica e digital, tradicional e experimental, ensaiada e instantânea, em diálogo direto ou diferido com outras formas de arte, visuais ou de performance.
Raia é um projeto idiomático, de significado, expressão, erro e coração Raia é um projeto-verbo. Do verbo raiar
Raia é um projeto-peixe, de 10 cordas que navega o fundo do mar e as margens do rio
Raia é um papagaio de papel.
Nasceu em Évora em 1976 mas passou uma boa parte da infância e adolescência na raia alentejana. Foi nesse contexto [raiano] que aprendeu a olhar para o mapa enquanto território imaginado e a fronteira como linha, sobretudo, imaginária.
Estudou piano e guitarra clássica, mais tarde guitarra jazz. Passou por vários projetos, desde o rock à música experimental, fusão e música improvisada. Descobriu depois a música de raiz e o prazer de a virar do avesso. Há vários anos que se dedica à exploração e reinvenção de repertórios tradicionais, a par de composições próprias, num instrumento em particular: a viola campaniça, que tem colocado em diferentes contextos musicais, da música popular ao rock ou à música experimental e paisagem sonora. A sua viola campaniça tocou e gravou um pouco por toda a Europa e em vários lugares da América, África e Ásia. Tem vários trabalhos em vídeo/cinema, teatro, dança contemporânea, performance, teatro de marionetas, circo e cabaret. Faz oficinas regulares de viola campaniça, exploração sonora e criatividade musical. Foi membro ativo de projetos como Uxu Kalhus e No Mazurka Band; fundador de Há lobos sem ser na serra, Bicho do Mato, entre outros. Recentemente, gravou com Kepa Junkera para a Ath Thurda, Omiri (Alentejo Vol. 1), Celina da Piedade, António Caixeiro, Daniel Catarino e Cantadores de Paris.
O planeta Campaniça tem a forma de um oito deitado, e um pescoço comprido.
Uma viagem sonora pelas latitudes da viola campaniça, entre a tradição e a experimentação, com demora obrigatória nas linhas de fronteira da música, do instrumento e da pele.
*A viola campaniça é uma das violas de arame portuguesas. Campaniça quer dizer ‘do campo’, das áreas rurais mas também da região campaniça (sul de Portugal, Alentejo).
Normalmente tem 5 cordas duplas (pode ter 12 cordas, sendo que 2 são triplas) e é tradicionalmente usada para acompanhar o cante típico da região Alentejo e ainda para tocar temas para baile.
Este instrumento quase desapareceu nos anos 80 do Séc. XX, os [poucos] tocadores que existiam nessa altura eram idosos. Foi já no início dos anos 1990 que se deu uma grande ação de divulgação no Baixo Alentejo que permitiu formar novos tocadores ao longo dos anos. Hoje, felizmente, já há muitos músicos que tocam a viola como primeiro e único instrumento.
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05 ABRIL | 18h00 | PEDRO CALDEIRA CABRAL
                                  Recital solo: A Nova Cítara Portuguesa

O reconhecido compositor e multi-instrumentista, conta com mais de 50 anos de carreira num percurso focado na valorização e promoção do legado patrimonial da Guitarra Portuguesa.
Pedro Caldeira Cabral, renomeou o seu instrumento de eleição, como uma forma promover a ligação à tradição europeia que remonta ao século XVI, para Cítara Portuguesa.
Defensor da tradição solística do instrumento nacional, Pedro Caldeira Cabral apresenta-se em palco em vários formatos com programas que expõem a diversidade musical do instrumento conquistando públicos, nacional e internacionalmente.
No dia 5 de Abril, apresenta-se a solo, para deixar brilhar a Cítara Portuguesa no Soam as Guitarras.
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Informações Adicionais


Sitehttp://www.ghude.com/soamguitarras
Organização: Câmara Municipal de Oeiras | Ghude
Apoios: Câmara Municipal de Évora | Câmara Municipal da Póvoa do Varzim | Câmara Municipal de Setúbal
Parcerias: CISION | Hope Consulting
Media Partner: Antena 1 | Blitz | SIC Notícias
Bilhetes à venda nas bilheteiras da Arena d'Évora, Posto de Turismo e Teatro garcia de Resende e em https://www.bol.pt/


Largo de São Vicente - Évora