Riscos de um Século – Memórias da Evolução Urbana de Évora
Pormenorizado trabalho de pesquisa documental, Riscos de um Século, constitui um importante contributo para a reflexão sobre a cidade e sua evolução, desde a segunda metade do século XIX até ao final do século XX. Uma retrospectiva da evolução urbana da cidade contada através dos riscos e da imagem fotográfica.
O catálogo está organizado em quatro blocos temporais: de 1860 a 1910 – Uma Cidade Abraçada por Muralhas; de 1910 a 1940 – A Demografia e a Importância do Património; de 1940 a 1974 – O Êxodo Rural – Os primeiros Casos de Planeamento; e de 1974 a 2000 – A Cidade pós 25 de Abril.
No primeiro bloco é abordado o desenvolvimento da cidade sob a dinâmica do movimento regenerador. Durante a segunda metade do século XIX Évora modernizara-se, ganhando alguns dos traços identitários mais marcantes que contribuíram para a definição da imagem do centro histórico do século XX. Com a preocupação de criar melhores acessibilidades, a cidade, até então fechada, abre-se ao exterior. No sentido de criar mais e melhores espaços públicos, face ao aparecimento de novas práticas de sociabilidade, a grelha medieval da cidade, que subsistira quase inalterável até ao século XIX, começa a ser modificada. A inauguração do caminho de ferro (1863), a criação de novas centralidades, o Passeio Público, a construção do Teatro Garcia de Resende, o Palácio Barahona, são alguns dos temas em foco.
No bloco seguinte destaca-se o desenvolvimento da cidade durante o período republicano e anos precedentes à II Guerra Mundial. Influenciado pelas, inevitáveis, alterações sociopolíticas, o desenvolvimento urbano da cidade fica marcado por dois aspectos essenciais: um forte crescimento demográfico e uma crescente atenção aos aspectos patrimoniais.
As primeiras representações cartográficas, o reordenamento de praças, largos e jardins, as primeiras medidas de regulamentação urbanística, a criação da Associação Grupo Pró-Évora e as primeiras acções de promoção turística da cidade, são temas de destaque.
Assente num conjunto de documentos raros, o terceiro bloco abarca o período entre 1940 e 1974. Os primeiros casos de planeamento, as obras do Estado Novo, a construção de infra-estruturas viárias e económicas e de equipamentos públicos de prestígio integram este quadro.
Finalmente, aborda-se a evolução da cidade no período pós 25 de Abril, subordinando o discurso a dois grandes eixos temáticos: uma Administração Urbanística Actuante e Évora – Património da Humanidade.
Editado pela Câmara Municipal de Évora, em 2001, o catálogo, resultado de uma exposição, reúne textos de Cármen Almeida, José M. Pinto Barbosa, António Bouça, António Pestana de Vasconcellos, Celestino David, Marcial Rodrigues e Filipe Marchand.
Coordenação Editorial: Cármen Almeida
Edição: Câmara Municipal de Évora. Divisão de Assuntos Culturais - Arquivo Fotográfico, 2001.
Local de Venda: Posto de Turismo
Nota: Esta publicação pode ser consultada no Núcleo de Documentação/Divisão de Assuntos Culturais