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Em 28 de Outubro de 1987, a Câmara Municipal de Évora deliberou por unanimidade aprovar novos símbolos do município - Brasão, Bandeira e Selo -, uma vez que o uso dos anteriores não tinha sido objecto de qualquer deliberação, nem o Brasão proposto pela Câmara em 1951 tinha sido referendado pelo Estado. Por maioria, foram também aprovadas nessa data as novas cores da bandeira, ginorada de duas cores - vermelho e ouro, como compete a uma cidade. A decisão da Câmara Municipal teve em conta o parecer do Dr. Pedro Sameiro, especialista em heráldica, que propôs a escolha alternativa entre o vermelho e ouro e negro e ouro, repudiando a antiga bandeira gironada a vermelho e azul, que não respeita as regras estabelecidas na heráldica. No entender deste especialista, e apesar do negro ser mais evidente no brasão que o vermelho, este poder-se-à justificar quer a solução de compromisso com a bandeira anterior (vermelho e azul) quer porque o vermelho tem sido a cor tradicional do poder municipal. Por outro lado, encontra-se exposta nos Paços do Concelho uma bandeira, provavelmente da época filipina, que supostamente representa, em fundo vermelho, o cavaleiro Geraldo Sem Pavor e as cabeças mouriscas degoladas, como salientou o Sr. Túlio Espanca. Em 30 de Dezembro de 1987, a proposta da Câmara referente aos símbolos do município foi objecto de deliberação da Assembleia Municipal de Évora, que a aprovou por unanimidade. |
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