Campanhas

Identificação Eletrónica, Vacinação e Desparasitação

As Campanhas desenvolvidas no nosso Concelho integram:
Campanhas no âmbito do Programa Nacional de Luta e Vigilância Epidemiológica da Raiva Animal e Outras Zoonoses (PNLVERAZ, Portaria nº. 81/2002) que tem como objetivo organizar ações de profilaxia médica e sanitária relativamente à raiva e outras zoonoses que afetam os canídeos, nomeadalente a equinocose-hidatidose,​ a leishmaniose e a leptospirose, e outras que a Direção Geral de Veterinária entenda determinar.​

Edital 2017.pdf

Calendário de vacinação 2017.pdf

calendario2017.jpg


Campanha de Vacinação Antirrábica

 Campanha de vacinação antirrábica faz parte do Programa Nacional de Luta e Vigilância Epidemiológica da raiva Animal e Outras Zoonoses, definido na Portaria nº81/2002. A vacinação antirrábica de cães e gatos, pode ser realizada em regime de Campanha Oficial, mediante o pagamento de uma taxa, de acordo com o Edital da Direção Geral de Veterinária:
  • A raiva foi reconhecida e descrita por volta dos 2 300 anos a.c. Em cada ano esta doença mata mais de 50 000 pessoas e milhões de animais em  todo o mundo.
  • É uma doença provocada por um vírus da família Rhabdoviridae, género Lyssavírus. O vírus afeta o Sistema Nervoso Central, levando o animal à morte. O vírus encontra-se predominantemente na saliva dos animais infetados. A forma de contágio mais frequentemente é a mordedura por um animal infetado.
​Todos os mamíferos (incluindo o homem) podem ser infetados, ao contrário das aves, répteis e insetos. A raiva é endémica na América Central e do Sul, Ásia e África, não existindo em Portugal desde 1960. Apesar disso os portugueses podem estar expostos nas seguintes situações :
  • Pessoas que viajam para as regiões do globo onde a raiva é endémica
  • Introdução ilegal de animais de estimação (mamíferos) provenientes de regiões infetadas
  • Através de deslocações com animais suscetíveis, não vacinados, para regiões infetada
​Como se Previne a Raiva: 
  • Vacinando os animais de companhia contra a raiva
  • Não adotando animais silvestres para sua casa
  • Cumprindo as regras de circulação de cães e gatos entre países da União Europeia e fora dela (Reg (CE) nº 998/2003)
  • Evitando mordeduras
​Medidas de controlo adotadas por Portugal 
  • Obrigatoriedade de vacinação antirrábica a todos os cães com 3 ou mais meses de idade
  • Sequestros obrigatórios para os cães, gatos e outros animais agressores, suscetíveis à raiva, durante pelo menos 15 dias
  • Obrigatoriedade de vacinação antirrábica e nalguns casos de titulação de anticorpos, de acordo com o Regulamento nº998/2003, de todos os cães e gatos que entrem em território nacional

Campanha de Desparasitação contra a Equinococose | Hidatose

A Hidatidose é uma ZOONOSE, ou seja é uma doença transmissível do animal ao homem e do homem ao animal.

A Hidatidose é conhecida vulgarmente como "Doença do pêlo do cão". É provocada pelo parasita Equinococos granulosus que se encontra no intestino do cão parasitado, Quando no estado adulto, liberta ovos (que não conseguimos observar a olho nu) para o exterior, através das fezes do animal, contamina o meio ambiente e os seus próprios pêlos. Quando o Homem ou determinados animais domésticos- ovelhas, cabras, vacas, e.t.c. ingerem os ovos do parasita, por contacto com superfícies sujas, com os pêlos do cão parasitado, ou através dos pastos, águas e produtos hortícolas contaminados, infetam-se. No interior do nosso organismo, o parasita já noutro estádio de desenvolvimento, migra até aos órgãos como o fígado e os pulmões originando os Quistos Hidáticos, que podem levar à morte.

NÃO PERMITA QUE O PARASITA ENTRE EM SUA CASA
Como evitar a sua infeção e da sua família:
  • Lave sempre as mãos depois de fazer festas a um cão
  • Não se deixe lamber e não deixe que os cães comam na sua loiça
  • Não beba águas não tratadas e de origem desconhecida
  • Lave sempre bem as frutas e os vegetais que consumir crus
Como evitar a infeção do seu cão:
  • Desparasite-o regularmente, de acordo com as indicações do seu médico-veterinário
  • Nunca lhe dê vísceras cruas 
​Como evitar a infeção nos ovinos, caprinos e bovinos:​
  • Mantenha os seus cães desparasitados
  • Impeça a permanência de cães vadios junto das suas pastagens

Campanha de Identificação Eletrónica de Cães e Gatos

(D.L. n.º 313/2003) 
A identificação dos animais de companhia é essencial nos domínios sanitário, zootécnico, jurídico e humanitário, pois visa tanto a defesa da saúde pública como animal, bem como o controlo da criação, comércio e utilização. A identificação permite um melhor relacionamento do animal com o seu detentor, permitindo a responsabilização do detentor face à necessidade de salvaguarda dos parâmetros sanitários e de bem-estar animal, assim como a responsabilização face ao abandono e aos acidentes. O método de identificação eletrónica consiste na introdução, sob a pele do animal, de um microchip contendo um código de identificação de leitura ótica, o qual passará a constar de uma base de dados nacional, onde constará também a identificação do seu detentor. Os cães e gatos devem ser identificados por método eletrónico e registados entre os 3 e os 6 meses de idade.

É obrigatória a identificação de todos os cães :
• Perigosos ou potencialmente perigosos;
• Utilizados em ato venatório (cães de caça);
• Em exposição, para fins comerciais ou lucrativos, em estabelecimentos de venda, locais de criação, feiras e concursos, provas funcionais, publicidade ou fins similares, a partir de 1 de Julho 2004;
• Todos os nascidos após 1 de Julho de 2008.
Todos os outros animais podem ser identificados sempre que os seus donos assim o pretendam.
A identificação eletrónica pode ser efetuada no C.R.O - Canil/Gatil Municipal, em regime de campanha, mediante o pagamento de uma taxa:
  • Período Normal - de 1 de Março a 31 de Maio, em todas as freguesias de cada município, de acordo com Edital da Direção Geral de Veterinária.
  • Período extraordinário - entre 1 de Junho e 28 ou 29 de Fevereiro do ano seguinte, todas as terças-feiras entre as 8-​11h, no Canil Municipal.
Após a identificação, deverá ser efetuado o registo do animal na junta de freguesia da área de residência do detentor.