14 julho 2014

Compostagem

​O projeto de Compostagem Municipal em Évora

O projeto de Compostagem Municipal em Évora é uma prática recente, no entanto, tem existido um esforço contínuo e crescente por parte da Câmara Municipal para desenvolver o projeto e aumentar a quantidade de resíduos destinados à Compostagem.
Esta prática surgiu para dar resposta à problemática do crescente aumento de resíduos que se verifica hoje em dia, e cada vez mais.
“A Compostagem dá um destino adequado a alguns resíduos do concelho, e desvia a sua entrada do aterro municipal, evitando despesas com o despejo de resíduos em aterro e aumentando assim a sua durabilidade. Do processo de Compostagem resulta um bom fertilizante natural que deverá ser utilizado no solo.” (Dora Teresa, Estagiária CME).
Nesta fase inicial do projeto, apenas serão usados para a  Compostagem resíduos vegetais pertencentes aos espaços públicos da cidade, para ​facilitar a articulação do processo.
Quanto à Compostagem doméstica, esta poderá ser praticada de forma simples em qualquer jardim ou canteiro das nossas casas. 

Objetivos
  • Reciclar os resíduos vegetais do concelho, abrangendo somente as zonas públicas, tais como jardins e outros espaços verdes cuja manutenção é da responsabilidade da Câmara Municipal de Évora.
  • Obter um composto maturado, e apropriado para introduzir no solo. 
  • Diminuir ao máximo as toneladas de resíduos que chegam ao aterro municipal, diminuindo também os custos inerentes a esse processo. 
  • Incentivar os munícipes a praticar compostagem doméstica.

O que é a Compostagem?

A compostagem é um processo de decomposição controlada de matéria orgânica (ramos, folhas, restos de alimentos, etc...) feita através de microrganismos (fungos e bactérias).
Esta decomposição pode ser feita num compostor (recipiente apropriado para a compostagem), em pilhas de compostagem ou simplesmente amontoando a matéria orgânica num local em contacto com a terra.
O produto resultante da compostagem é denominado de composto e pode ser aplicado no solo como adubo natural, apresentando vantagens monetárias e ambientais comparativamente aos fertilizantes químicos.

Compostagem Doméstica 

Os compostores podem ser comprados em lojas de bricolage ou feitos manualmente.
Uma caixa de madeira, sem fundo e com orifícios laterais que permitam o arejamento, representa uma ótima opção para utilizar como compostor.
Em alternativa ao compostor, poderá simplesmente acumular numa pilha os resíduos orgânicos previamente triturados (ex.: recorrendo a um biotriturador, uma tesoura de poda, etc…) preferencialmente debaixo de uma árvore (para evitar a exposição excessiva da matéria orgânica ao calor e ao frio) e em contacto direto com o solo, regar e revolver a pilha periodicamente.
​Como fazer a manutenção? A humidade da pilha é um factor de extrema importância, e esta deverá manter-se em valores próximos dos 60%.
No verão existe uma maior necessidade de rega do composto, enquanto que no Inverno há uma maior necessidade de revolver a matéria orgânica para evitar o encharcamento e compactação da mistura.
Um outro fator relevante em todo o processo da compostagem é a temperatura. Esta irá aumentar inicialmente e poderá atingir temperaturas próximas dos 50ºC. 
O composto estará maturado e pronto a introduzir no solo a partir dos seis messes do início da compostagem, quando a sua temperatura for igual à temperatura ambiente e este apresentar uma cor escura, um aspeto leve e desagregado.

Compostagem Municipal 

Reciclar os resíduos vegetais do concelho, abrangendo somente as zonas públicas, tais como jardins e outros espaços verdes cuja manutenção é da responsabilidade da Câmara Municipal de Évora. 
Obter um composto maturado, e apropriado para introduzir no solo. 
Diminuir ao máximo as toneladas de resíduos que chegam ao aterro municipal, diminuindo também os custos inerentes a esse processo. 

Procedimento:
  • Campanha de sensibilização, informação e formação junto dos trabalhadores que colaboram no processo, explicando-lhes cada passo do mesmo; 
  • Recolha de resíduos de origem vegetal provenientes dos jardins públicos, bermas de estradas e espaços verdes da cidade de Évora; 
  • Transporte dos vários tipos de resíduos vegetais para o local onde é realizada a Compostagem; 
  • Separação dos diferentes tipos de resíduos vegetais que chegam ao local, tais como: relva, folhas, ramos  e troncos. Misturar os diversos resíduos (relva, folhas e ramos triturados);

Montagem da pilha:

    • Amontoar esta mistura, formando um prisma triangular que tenha aproximadamente 3 m de base, e 2 m de altura; 
    • À medida que vão chegando mais resíduos vegetais, repete-se este processo, e vai aumentado apenas o comprimento da pilha; 
    • Consoante seja necessário (dependendo da % de humidade e da temperatura),  a pilha será revolvida e/ou molhada; 
    • Quando a pilha atingir um comprimento máximo (consoante o espaço existente no local), inicia-se outra paralela à inicial, e assim sucessivamente; 
    • Periodicamente são feitas medições da temperatura de cada pilha, sempre no mesmo local, e sempre à mesma profundidade; 
    • São registados os valores da temperatura ambiente e humidade do ar; 
    • Semanalmente são recolhidas amostras de composto das várias pilhas para análise em laboratório. 
    Utilização do composto
    • O composto formado pela primeira pilha de compostagem, já se encontra em utilização como fertilizante natural, no viveiro da Câmara Municipal de Évora.