25 junho 2014

Espaços Verdes, Jardins e Largos

Parques, jardins, praças e largos

​​​​PARQUES

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Zona Verde da Malagueira

Com uma área de 108.230 m2 é, neste momento, a maior área verde da cidade, com um prado extenso e contínuo, atravessado por duas linhas de água. ​Tem diversas zonas, desde o Jardim dos Socalcos, mais formal, até à zona do Lago e ao Jardim da Memória, espaços de uso informal.

​Zona Verde da Vila Lusitano​
Espaço de uso informal, com 32.890 m2, entre a Vila Lusitano e o Bairro da Torregela, com um prado extenso, bastante arborizado, atravessado pela Ribeira da Torregela.  Possui um Espaço de Jogo e Recreio. 

Parque das Coronheiras
Espaço com 17.978 m2 , na freguesia do Bacelo, com zonas de jogos e actividades, repouso e convívio. As áreas verdes são extensas e contínuas, existindo na zona mais elevada um quiosque/bar/esplanada, em situação de miradouro. Outros locais de interesse são o polidesportivo e a zona de saibro destinada ao jogo da malha.

JARDINS

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Jardim de Diana 
No prolongamento do Largo do Conde de Vila Flor, em franco diálogo com o Templo Romano, situa-se o Jardim de Diana. Debruçado sobre o casario da Mouraria, oferece uma vista privilegiada para a planície alentejana. Comedido, de estrutura ortogonal, com bem definidos alinhamentos de árvores, este jardim é procurado como local de estadia e contemplação na cidade. Em todo o seu redor, agarradas aos muros caiados, ainda subsistem as namoradeiras. Uma escultura alusiva aos namorados pontua o centro do miradouro, sob a frescura da fonte e o som calmo do cair da água. Diz quem o frequenta que nas tardes de verão, a brisa que corre é a mais refrescante da cidade. A sombra é assegurada por árvores espontâneas da flora portuguesa. Lódãos bastardos acompanham os caminhos e freixos comuns acentuam a centralidade no espaço, onde se encontra o monumento com o busto do Dr. Francisco Barahona, grande benemérito da cidade de Évora. O miradouro, de características únicas no tecido urbano, convida a uma vista demorada sobre a cidade branca manchada por telhados de telha de canudo, a planície e o horizonte, acabando por, no fim, nos devolver ao jardim.

Jardim Público 
O actual Jardim Público foi construído por iniciativa municipal entre 1863 e 1867 nos terrenos que anteriormente tinham constituído a antiga horta real do palácio e do convento de S.  Francisco e outros à época afectos ao exército.
Foi projectado pelo arquitecto-cenógrafo  italiano José Cinatti (1808-1879) que também dirigiu os trabalhos de arqueologia e jardinagem.
A sua concepção corresponde à concretização do ideal romântico dos jardins do século XIX e à função de espaço  social para as elites e classes em ascensão.
O Jardim público tem uma área de 3,3 hectares, sendo um conjunto densamente arborizado especialmente com espécies exóticas.
Apresenta as características dos jardins da época, o traçado “orgânico”, o conjunto de elementos ornamentais, o gosto pela vegetação exótica e a evocação do tempo passado através da presença das “ruínas fingidas”.

Coreto: construído em 1887 sendo um elemento indispensável nos jardins desta época. Durante muitas décadas  foram frequentes os concertos  musicais.

Palácio D. Manuel: Monumento Nacional datado do século XVI  é provavelmente o remanescente arquitectónico da conhecida Galeria das Damas do Palácio Real a par de S. Francisco. Na galeria (restos do grandioso imóvel quinhentista), trabalharam os Arrudas, Chanterene e Diogo de Torralva e nela subsistem elementos arquitectónicos do hibridismo peculiar do gótico-manuelino-mudejar e da renascença. No paço - segundo alguns cronistas - Vasco da Gama foi investido pelo Venturoso, em 1497, no posto de comando da esquadra do descobrimento do caminho marítimo para a Índia. Nos seus salões mestre Gil Vicente representou sete dos seus Autos, dedicados às rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina de Áustria.

Ruínas Fingidas: Esta construção cenográfica de inspiração romântica conhecida por “Ruínas Fingidas” foi projectada por José Cinatti. Na sua concepção foram utilizados materiais arquitectónicos provenientes das ruínas de vários monumentos civis e religiosos da cidade. Foram especialmente utilizados elementos de janelas geminadas de estilo manuelino-mudéjar, talvez por eles traduzirem o imaginário romântico associado à contemplação e nostalgia da época dos Descobrimentos portugueses, e em particular o reinado de D. Manuel I. As Ruínas Fingidas, integradas numa torre e troço da muralha medieval (séc. XIV) e próximas do Palácio de D. Manuel (séc. XVI), faziam parte integrante da concepção geral do Jardim Público, também ele desenhado por Cinatti como espaço de passeio, deleite e contemplação bucólica, próprio do ideário “progressista” de finais da segunda metade do séc. XIX.


Jardim do Paraíso
Às Portas de Moura, entre a Ruas de Machede e a Rua Mendo Estevens, encontra-se o Jardim do Paraíso. Com um latente carácter de estadia e uma área de 1730 m2, este jardim é estruturado, por dois caminhos pedonais que se cruzam de onde fluí todo o seu desenho e geometria. Estes definem a localização de cinco canteiros sobrelevados que sustentam toda a vida vegetal do lugar, assim como definem uma zona central de estadia com elemento de água, bancos e um quiosque.
Aqui a sombra e o conforto são nota sonante, a variedade das espécies vegetais existentes apela aos sentidos pelo contraste. Volumes, texturas, cores ou ainda a calma da água, ampliam o cunho de permanência e fruição do local. As copas cheias e harmoniosas das melias, a elegante verticalidade dos aprumados cedros, a textura grosseira do frondoso plátano, a delicadeza e transparência das casuarinas e da pimenteira bastarda, também as cores que aí pontuam o jardim, o branco dos philadelphus o rosa do loendro o púrpura do prunus o lilás das melias e mesmo os vários tons de verde acrescidos por brachychitons, tílias, robinias e ainda o relvado, conferem ao jardim uma ambiência muito própria e apetecível a uma estadia mais prolongada. 

Jardim do Bacelo
​Jardim situado entre a Rua do Viveiro e a Av. Fernando Pessoa com uma área de 3780 m2, numa zona residencial. O espaço está subdividido transversalmente por dois arruamentos. É essencialmente constituído por zonas relvadas pontuado com algumas árvores, bancos e cadeiras. Está vocacionado para actividades de recreio informal, passeio e estadia. A maior das 3 áreas, possui uma praceta com um elemento de água.


LARGOS

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Largo do Chão das Covas
O Largo do Chão das Covas encontra-se a Norte da Praça do Giraldo na freguesia de São Mamede, este flui harmoniosamente na malha urbana, enquadrado pelo encanto do Aqueduto da Água da Prata à Rua do Cano e pela Rua do Escudeiro da Roda. O largo é dotado de um tabuleiro central com uma área de 726.5 m2, onde se pode encontrar um conjunto alternado de espécies arbóreas de médio porte (Koelreuteria paniculada – Balões de São João e Ligustrum lucidum – Ligustro) e mobiliário urbano de apoio, que confere ao local dinamismo e potencia o seu carácter de estadia e fruição.  O largo do Chão das Covas oferece-se não só, como lugar ameno de recreio, mas também, como lugar versátil de suporte a pequenas feiras e mercados o que amplia a sua capacidade de sociabilização. Destaca-se ainda pela presença de elementos arquitectónicos de elevado valor monumental e estético como por exemplo o Aqueduto da Água da Prata e o seu fontanário setecentista.​

Largo de Avis
A Norte da Praça do Giraldo na Freguesia de São Mamede encontra-se o largo de Avis contíguo a uma das principais artérias da cidade intra muros, com a qual partilha o nome. Esta “desagua” na lembrança física da porta medieval do arco de Avis, que confirma a riqueza e variedade cultural da história da evolução urbana da cidade. O largo de Avis presenteia os transeuntes com uma zona de estadia de carácter mais íntimo, onde os três extractos vegetais aí existentes, representados por repetidas Sóforas, arbustos de diferentes volumes e texturas, sebes de Ligustro ou herbáceas, apoiados na centralidade da sua fonte, como que envolvendo o espaço, conferem uma ambiência muito própria, garantido em parte uma barreira visual e sonora à vida exterior. Assim este espaço convida pela sua frescura e calma, e desafia a assistir e participar num alegre e aprazível diálogo entre sombra e sol, quase isolado da realidade solarenga da envolvente​

Largo das Alterações 
O Largo das Alterações encontra-se a Oeste da Praça do Giraldo, no término da Rua de Serpa Pinto em plena contemplação da porta de Alconchel. É um espaço discreto que surge como uma descontinuidade no volume edificado. É usualmente vivido por residentes na vizinhança que aí permanecem algumas horas do dia, num banco de granito quase seu, desfrutando ora do sol ora da sombra proporcionada por repetidos exemplares de Acer negundo. O largo formaliza-se num tabuleiro pavimentado em calçada irregular de calcário, só interrompida pelas caldeiras das árvores e pelos seu bancos fixos que esclarecem os limites do espaço e definem a zona estadia que serve também de apoio aos cafés da envolvente que aí assentam as suas esplanadas

Largo dos Penedos 
A poente da praça do Giraldo, no prolongamento da Rua Frei Braz e da Rua da Cal Branca encontra o Largo dos Penedos, é mais um suavizar do tecido urbano. Aqui a notoriedade incide na presença de um enorme e frondoso Plátano que oferece ao espaço uma sombra diária permanente. O largo não se mostra propicio a estadia ou a repouso, quer pela ausência de equipamento, quer pela sua ocupação diária por estacionamento.