08 julho 2014

Curiosidades Históricas

Em destaque "O Mural que o 25 de Abril deixou em Évora"

O Mural que o 25 de Abril deixou em Évora

O 25 de Abril de 1974 teve em Évora uma vivência que em muito se estendeu no tempo. A cidade tornou-se palco de acções e planos políticos de âmbito nacional e, cerca de um ano depois da revolução, durante o chamado Verão Quente, nos dias 5 e 6 de Julho de 1975, Évora viu nascer uma das mais simbólicas representações pictóricas da Reforma Agrária, então a decorrer, integrada no PREC. Tratou-se de um mural, com 40 metros de comprimento e 6 de altura, que foi pintado numa parede na Praceta Duques de Cadaval, próximo da entrada do Largo dos Colegiais.
A iniciativa partiu da Comissão Dinamizadora Central do MFA que, naqueles dois dias, um sábado e um domingo, trouxe para a cidade um enérgico grupo de artistas portugueses, nomeadamente: Gracinda Candeias, Vespeira, Rogério de Amaral, Rodrigo de Freitas, Sá Nogueira, Júlio Pereira, Sílvia Chico, Henrique Ruivo, Teresa Magalhães, Henrique Manuel, David Evans, Moniz Pereira e Sérgio Pombeiro. O mural representava grandes momentos de ruptura com o antigo regime e destacava a Reforma Agrária, cujas imagens eram dominantes, assim como a frase “A terra a quem trabalha”. A liberdade, as nacionalizações, a aliança do MFA com o povo e o nascimento da República da Guiné-Bissau figuravam também entre as imagens do mural.
Actualmente nada resta deste mural, pois o passar dos anos apagou todos os vestígios desta pintura, restando apenas fotografias sobre esta manifestação artística do pós 25 de Abril.

(fotografia em anexo)


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