Palácio de D. Manuel

​O Palácio de D. Manuel é o que resta do grande conjunto palaciano de S. Francisco, pois foi a partir do Convento de S. Francisco que se desenvolveu o novo e grandioso Paço Real de Évora, que passou a alojar a corte e onde teve lugar o casamento do infante D. Afonso, filho de D. João II, com  a Infanta Isabel de Castela em 1490. Coube ao rei D. Manuel I, o Venturoso, que subiu ao trono em 1495, imprimir ao conjunto monumental a grandiosidade e a beleza arquitetónica que ostentava.

Apenas a galeria quinhentista – o Paço das Damas -, datada da primeira vintena do Séc. XVI e integrada no ciclo manuelino-mudejar, se salvou da destruição, chegando a ser utilizada como armazém de guerra nas lutas da independência (16409.

Cedido em 1865 à Câmara, o Palácio de D. Manuel foi utilizado como Museu Arqueológico, teatro e espaço de exposições, até que o desmoronamento de 18.02.1881 lhe destruiu as coberturas.

Após o desastre, foi adaptado a casa de espetáculos​ públicos – o Teatro Eborense – após as obras, dirigidas pelo engenheiro eborense Adriano de Sousa Monteiro, que lhe alteraram a traça original, acrescentando-lhe um segundo andar com armação metálica, ao gosto da época.

Em Março de 1916 foi destruído por um incêndio, tendo assim permanecido até 1943, data em que foi recuperado pelos Monumentos Nacionais, que restauraram o imóvel e salvaram as partes essenciais do antigo pavilhão

Hoje, cumpre a função de “sala de visitas” da cidade, onde têm lugar receções oficiais e cerimónias de natureza cultural, exposições e outras iniciativas consentâneas com a sua dignidade.


Palácio D. Manuel Jardim Público

Informações Adicionais

Serviço responsável: DCP – Divisão de Cultura e Património, Câmara Municipal de Évora
Chefe de Divisão: Dra. Carmen Almeida
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Tlf.: 266 777000 – Ext.: 1651
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