07 outubro 2014

Alvará del Rey nosso S[enh]or sobre a finta dos quatro mil cruzados para a água da prata

Documento em destaque no mês de Julho'14

​Lançamento de quatro mil cruzados para despesa da obra dos canos da água da prata uma vez que estes não se encontravam nas melhores condições perdendo-se por isso enormes quantidades de água.


Alvará del Rey nosso S[enh]or sobre a finta dos quatro mil cruzados para a agua da prata
1575, Évora, Maio10
Fundo CME, depositado no Arquivo Distrital de Évora, Livro 2º de Registos, nº 136, pg.77v

Transcrição:
"Eu ElRei faço saber a vos L[icencia]do Miguel Jacome de Luna C[orreged]or | da Comarqua desta cidade devora que eu sam enformado que a mayor | parte dos canos da aguoa da prata não estão de todo acabados | na perfeição que convem e se perdem por essa causa muita par/te da agoa deles e no tempo do inverno entra nos ditos canos | a das enxurradas  e outras cousas de que se segue muito perjuizo | a saude dos moradores e povo da dita cidade pollo que tenho horde | nado que os ditos canos se acabem no modo e maneira que he necessário | pera que a aguoa das fontes possa vir toda a cidade e não entre | com ella a das enxurradas nem as outras cousas que ffazem pre | juizo a saude Hey por bem que por|ora se ffasa lançamen[to] de com | tia de quatro mil cruzados pra despesa da obra dos ditos canos | E por tanto vos mando que vades luogo a camara desta cidade e | nella com o Juiz Veradores e  procurador ordenareis o dito lança | mento o quoal se ffara pelas fazendas que estão nesta  | cidade devora e seu termo asi de pessoas seculares como ecle | siasticas e religiosas de quoallquer estado e calidade que sejão | porque por esta obra ser tao commum e de t​anto proveito e beneficyo | de todos tem obriguação de paguar pera ella conforme a d[irei]to o q[ua]l | lançam[en]to se fará na propria forma e pela ordem e maneira perque | se ffizerão os primeiros lançam[en]tos pera despesa da obra  dos ditos | canos quando se começarão e pagarão pera o dito lançam[en]to todos | os officiaes asi da justiça como de minha fazenda e do ecclesias | tico a respeito da vallya de seus officios alem das ffazendas de | rais que tiverem e os maquanequos e p[esso]as que vivem pello trabalho | de suas mãos paguarão pera o dito lançam[en]to ate sessenta reis cada hum | somente e dahi pera baixo segundo o ganho e proveito que tiver | de seu officio e mester posto que não seja tratante nem tenha bens | de rais e posto que os tenha senão cheguar o que a respeito da valia | delles  | ouver de paguar os ditos sessenta reis e tendo bens de raiz porque | aja de paguar mais paguara comfforme a valia delles.
E tanto que o dito lançam[en]to for feito fareis loguo arrecadar e executar | os ditos quatro mil c[ruza]dos os quaes se entreguarão ao re​cebedor da fabrica | dos ditos canos para se averem de despender na obra deles como tenho ordenado | e fareis fazer a dita execução sem embarguo de quaisquer pri | vilegios de qualquer calidade que sejão que algumas p[esso]as tenhão per que | pertendão não averem de paguar pera o dito lançamento | ainda que sejão incorporados emdereito ou dados per via de contrato | porque avendo resp[ei]to a calidade da obra o ey assi por bem o que asi | comprireis com muita deligencia e posto que este Alvará não | seja passado pela chancelaria sem embarguo da ordenação e[m]con | trairo G[as]par de Seixas o ffes em Évora a dez de Maio de 1575. Jorge da Costa o ffez escrever||​
                                            Rey
                                  Martim Gonçalves da Camara"


​Veja o documento em anexo.


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