Como surgiram os PLS?

O século XXI traz novos desafios na promoção da saúde e bem-estar, uma vez que a lógica de planeamento em “silos” não responde nem resolve os atuais problemas. Os Planos Locais de Saúde nascem na primeira década do séc. XXI com o objetivo de reforçar a articulação entre setores e instituições. Focados, numa primeira fase, na articulação dos serviços de Saúde (por exemplo os planos da ARS Norte), cedo se estenderam a outras instituições fora do sector da Saúde (por exemplo a estratégia para a promoção da saúde de Cascais, ou no Porto). 

Há um movimento global no sentido de o poder local (Municípios) ter uma ação mais ativa na promoção da saúde e do bem-estar das suas comunidades. É bem ilustrativo disso o compromisso dos autarcas mundiais com os objetivos de desenvolvimento sustentável (link), promovendo políticas de promoção de Territórios Saudáveis. ​

Só 20% do que determina a saúde dos cidadãos está relacionado com a prestação de cuidados de saúde , estando os restantes 80% relacionados com as condições de habitação, educação, ambiente, emprego e redes sociais e suporte. Assim, a promoção da saúde e do bem-estar só faz sentido numa lógica intersectorial, desde o poder nacional ao local.