{"id":12509,"date":"2023-03-23T09:29:42","date_gmt":"2023-03-23T09:29:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/culturaepatrimonio\/?page_id=12509"},"modified":"2023-03-30T13:56:12","modified_gmt":"2023-03-30T13:56:12","slug":"aqueduto-da-agua-da-prata","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/culturaepatrimonio\/cultura-e-patrimonio\/centro-historico\/accoes\/programas-de-conservacao-e-valorizacao\/aqueduto-da-agua-da-prata\/","title":{"rendered":"Aqueduto da \u00c1gua da Prata"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p align=\"justify\">Inaugurado a 28 de Mar\u00e7o de 1537, o Aqueduto da Prata de \u00c9vora \u00e9 uma das mais marcantes obras efetuadas na cidade na primeira metade do s\u00e9culo XVI. Foi constru\u00eddo em escassos seis anos, sob dire\u00e7\u00e3o do arquiteto r\u00e9gio Francisco de Arruda, e prolonga-se por cerca de 18 km, at\u00e9 \u00e0 Herdade do Divor, onde vai abastecer.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muito provavelmente sobreposto ao antigo aqueduto romano, o car\u00e1cter civil da constru\u00e7\u00e3o foi enobrecido por alguns tro\u00e7os de ineg\u00e1vel impacto art\u00edstico e urban\u00edstico. Por exemplo, junto \u00e0 igreja de S\u00e3o Francisco, existiu at\u00e9 1873 o Fecho Real do Aqueduto, um p\u00f3rtico renascentista composto por \u201cum torre\u00e3o de planta octogonal decorado por meias colunas toscanas e nichos emoldurados, de vieiras nos arcos de meio ponto, tendo um corpo superior com lanternim de aberturas do mesmo estilo, envolvido, na base, por umas piriformes\u201d (ESPANCA, 1966). Tamb\u00e9m na Pra\u00e7a do Geraldo, onde o aqueduto terminava, existiu uma fonte \u201cadornada por le\u00f5es de m\u00e1rmore\u201d e associada a um arco de triunfo romano, ambos posteriormente sacrificados aquando da remodela\u00e7\u00e3o henriquina da principal pra\u00e7a da cidade e a fonte substitu\u00edda pela atual fonte da Pra\u00e7a do Geraldo (ESPANCA, 1993, p.66).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Rua Nova de Santiago, precisamente no local onde a cerca velha foi cortada, Francisco de Arruda construiu uma Caixa de \u00c1gua renascentista, de planta quadrangular e atualmente com dois lados vis\u00edveis, com doze colunas toscanas e amplo entablamento, obra que caracteriza o maior empenhamento art\u00edstico em algumas zonas do aqueduto e que contrasta drasticamente com outras partes do tra\u00e7ado em que o utilitarismo da constru\u00e7\u00e3o sobrep\u00f4s-se a eventuais inten\u00e7\u00f5es mais eruditas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao longo dos s\u00e9culos o aqueduto da Prata sofreu algumas altera\u00e7\u00f5es entre acrescentos e demoli\u00e7\u00f5es. De maior visibilidade foram os v\u00e1rios chafarizes e fontes que se implantaram ao longo do percurso citadino. Para al\u00e9m da termina\u00e7\u00e3o emblem\u00e1tica na Pra\u00e7a do Geraldo junto ao antigo arco romano, \u00e9 de real\u00e7ar a Fonte do Ch\u00e3o das Covas, obra datada de 1701. Do per\u00edodo de renova\u00e7\u00e3o urban\u00edstica patrocinada pelo cardeal D. Henrique, subsiste tamb\u00e9m o Chafariz das Portas de Moura. Ainda do s\u00e9culo XVI, outros dois chafarizes foram constru\u00eddos, respetivamente no Largo da Porta Nova, uma obra que apresenta n\u00edtidas semelhan\u00e7as para com os desenhos de Afonso \u00c1lvares (arquiteto que construiu as fontes da Pra\u00e7a do Giraldo e das Portas de Moura), e no antigo Rossio de S\u00e3o Br\u00e1s, uma campanha que data j\u00e1 de \u00e9poca filipina e que abrangeu ainda a edifica\u00e7\u00e3o de uma ampla alameda.<\/p>\n<p align=\"justify\">Parcialmente restaurado no s\u00e9culo XVII, em consequ\u00eancia das guerras da Restaura\u00e7\u00e3o, o aqueduto foi objeto de sucessivas beneficia\u00e7\u00f5es durante os s\u00e9culos XIX e XX, n\u00e3o se alterando, contudo, a fisionomia geral inicial.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.patrimoniocultural.gov.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.patrimoniocultural.gov.pt\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_12564\" style=\"width: 785px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12564\" class=\"wp-image-12564\" src=\"https:\/\/www.cm-evora.pt\/culturaepatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2023\/03\/Aqueduto-das-aguas-da-prata.png\" alt=\"\" width=\"775\" height=\"524\" srcset=\"https:\/\/www.cm-evora.pt\/culturaepatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2023\/03\/Aqueduto-das-aguas-da-prata.png 609w, https:\/\/www.cm-evora.pt\/culturaepatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2023\/03\/Aqueduto-das-aguas-da-prata-300x203.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 775px) 100vw, 775px\" \/><p id=\"caption-attachment-12564\" class=\"wp-caption-text\">Aqueduto da \u00c1gua da Prata<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inaugurado a 28 de Mar\u00e7o de 1537, o Aqueduto da Prata de \u00c9vora \u00e9 uma das mais marcantes obras efetuadas na cidade na primeira metade do s\u00e9culo XVI. 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