{"id":21273,"date":"2021-03-01T15:46:44","date_gmt":"2021-03-01T15:46:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/?page_id=21273"},"modified":"2022-07-13T14:41:58","modified_gmt":"2022-07-13T13:41:58","slug":"consulta-publica-sobre-o-prr-plano-de-recuperacao-e-resiliencia-contributo-da-camara-municipal-de-evora","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/en\/municipe\/areas-de-acao\/covid-19-informacao-municipal\/consulta-publica-sobre-o-prr-plano-de-recuperacao-e-resiliencia-contributo-da-camara-municipal-de-evora\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Consulta P\u00fablica sobre o PRR – Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia – Contributo da C\u00e2mara Municipal de \u00c9vora"},"content":{"rendered":"

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Enquadramento e Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n

Portugal regista, de h\u00e1 muito, baixos n\u00edveis de investimento p\u00fablico.<\/p>\n

Boa parte do investimento p\u00fablico tem vindo a ser submetido aos Quadros Financeiros Plurianuais da Uni\u00e3o Europeia (UE) que, naturalmente, priorizam grandes objectivos definidos centralmente pela Uni\u00e3o Europeia. Como \u00e9 evidente, os grandes objectivos da UE n\u00e3o s\u00e3o, em geral, coincidentes com as necessidades de desenvolvimento sustentado de Portugal nem com as necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas e objectivos nacionais para garantir aquele desenvolvimento.<\/p>\n

H\u00e1 m\u00faltiplos exemplos daquele desalinhamento. Referiremos apenas 3 exemplos.<\/p>\n

O primeiro<\/span> \u00e9 o tristemente famoso \u201cpagar para n\u00e3o produzir\u201d<\/em> que afectou negativa e drasticamente sectores produtivos essenciais ao Pa\u00eds como a agricultura, a pesca ou diversas ind\u00fastrias. Ali\u00e1s, depois de andar a financiar a desindustrializa\u00e7\u00e3o, os respons\u00e1veis europeus e nacionais v\u00eam agora \u2013 procurando descartar-se do tremendo erro \u2013 falar na \u201cnecessidade de reindustrializa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n

O segundo<\/span> exemplo daquele desalinhamento \u00e9 o real abandono de alguma prioridade \u00e0 \u201ccoes\u00e3o social e territorial<\/em>\u201d, praticamente substitu\u00edda pela fixa\u00e7\u00e3o na \u201ccompetitividade econ\u00f3mica e regional\u201d. <\/em>Portugal \u2013 pa\u00eds com fortes tradi\u00e7\u00f5es centralistas, significativos desequil\u00edbrios regionais e, assumidamente, sem uma pol\u00edtica nacional de desenvolvimento regional \u2013 <\/em>tem assistido ao abandono e crescente quebra populacional de cerca de 2<\/sup>\/3<\/sub> do pa\u00eds, sobretudo, mas n\u00e3o s\u00f3 no interior rural e \u00e0 crescente litoraliza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. E isto, a par da manuten\u00e7\u00e3o, com pequenas flutua\u00e7\u00f5es, de cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o na pobreza.<\/p>\n

O terceiro<\/span> exemplo, afectando Portugal, estende-se \u00e0 Uni\u00e3o Europeia. As orienta\u00e7\u00f5es da UE t\u00eam privilegiado a redu\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos (at\u00e9 a designa\u00e7\u00e3o foi substitu\u00edda por \u201cservi\u00e7os de interesse geral\u201d, excluindo o termo \u201cp\u00fablicos\u201d) e pugnado pela sua entrega \u00e0 l\u00f3gica do lucro. O grav\u00edssimo erro desta op\u00e7\u00e3o ficou evidente na resposta \u00e0 actual situa\u00e7\u00e3o pand\u00e9mica que nos atingiu.<\/p>\n

N\u00e3o basta, pois, atirar dinheiro \u2013 e, muito aqu\u00e9m das necessidades \u2013 para cima dos problemas. \u00c9 fundamental que as verbas tenham efic\u00e1cia para resposta aos problemas reais a que as popula\u00e7\u00f5es e as regi\u00f5es est\u00e3o sujeitas.<\/p>\n

A proposta de PRR apresentada n\u00e3o tem a ambi\u00e7\u00e3o de dar resposta capaz \u00e0 forte crise social e econ\u00f3mica em curso. Nomeadamente:<\/p>\n