{"id":4282,"date":"2020-05-27T09:32:13","date_gmt":"2020-05-27T08:32:13","guid":{"rendered":"https:\/\/evora2.int.skilltech.pt\/susProjects\/wp_evora2_suite\/?page_id=4282"},"modified":"2026-04-07T15:24:59","modified_gmt":"2026-04-07T14:24:59","slug":"sintese-historica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/en\/municipe\/evora\/patrimonio-da-humanidade\/sintese-historica\/","title":{"rendered":"S\u00edntese Hist\u00f3rica"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-en\">Sorry, this entry is only available in <a href=\"https:\/\/www.cm-evora.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4282\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pt\" title=\"Portugu\u00eas\">Portugu\u00eas<\/a>.<\/p><p><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/www.cm-evora.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ho15-2.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19938 size-full\" src=\"https:\/\/www.cm-evora.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ho15-2.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1362\" srcset=\"https:\/\/www.cm-evora.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ho15-2.jpg 2048w, https:\/\/www.cm-evora.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ho15-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cm-evora.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ho15-2-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/www.cm-evora.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ho15-2-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.cm-evora.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ho15-2-1536x1022.jpg 1536w, https:\/\/www.cm-evora.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ho15-2-1320x878.jpg 1320w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9vora situa-se no cora\u00e7\u00e3o da peneplan\u00edcie alentejana, na conflu\u00eancia de tr\u00eas importantes bacias hidrogr\u00e1ficas \u2013 Tejo, Guadiana e Sado \u2013, ponto de cruzamento milenar de vias e rotas comerciais que ligavam e ligam o litoral ao interior peninsular, o norte ao sul.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de \u00c9vora \u00e9 um territ\u00f3rio antigo, com vest\u00edgios de ocupa\u00e7\u00e3o humana desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica privilegiada pode explicar, em parte, a import\u00e2ncia que a cidade adquiriu desde a antiguidade, centro pol\u00edtico e social de todas as civiliza\u00e7\u00f5es que marcaram o atual territ\u00f3rio portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo romano, \u00c9vora adquiriu o estatuto de munic\u00edpio de direito latino e a designa\u00e7\u00e3o honor\u00edfica de Liberalitas Julia. Este per\u00edodo caraterizou-se por um desenvolvimento not\u00e1vel a n\u00edvel econ\u00f3mico e art\u00edstico, como o comprovam os vest\u00edgios monumentais que sobreviveram at\u00e9 \u00e0 atualidade.<\/p>\n<p>Os dom\u00ednios visig\u00f3tico e mu\u00e7ulmano permanecem, em grande parte, obscuros. A cidade manteve, no entanto, a sua import\u00e2ncia como centro urbano regional. No final do per\u00edodo isl\u00e2mico a cidade era grande e populosa: possu\u00eda duas mesquitas, uma intensa atividade comercial e um termo f\u00e9rtil, com produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola diversificada.<\/p>\n<p>A conquista de \u00c9vora em 1165 e a sua integra\u00e7\u00e3o no reino de Portugal foi um ponto de viragem na sua hist\u00f3ria. A cidade ir\u00e1 gradualmente assumir a posi\u00e7\u00e3o de principal centro urbano do sul do pa\u00eds, importante centro religioso, pol\u00edtico e militar.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da Catedral, imponente edif\u00edcio que marca toda a paisagem circundante e constitui um exemplar arquitet\u00f3nico sem paralelo no g\u00f3tico nacional, foi a primeira obra not\u00e1vel do per\u00edodo portugu\u00eas. Ao longo da Idade M\u00e9dia a funda\u00e7\u00e3o de igrejas e mosteiros estruturaram o espa\u00e7o urbano, que cresceu ao longo das antigas vias e caminhos de acesso \u00e0 cidade e extravasou o antigo recinto muralhado, enquanto a Pra\u00e7a Grande (hoje do Giraldo) se transformou, progressivamente, no espa\u00e7o urbano principal. A Mouraria e a Judiaria localizavam-se a norte e a poente da cerca velha, respetivamente.<\/p>\n<p>O crescimento da cidade imp\u00f4s a edifica\u00e7\u00e3o de uma nova muralha no s\u00e9culo XIV, que ser\u00e1 durante s\u00e9culos o seu limite f\u00edsico.<\/p>\n<p>A partir do reinado de D. Jo\u00e3o I, \u00c9vora assumiu um papel importante na vida do pa\u00eds, sendo resid\u00eancia frequente da corte e considerada a segunda cidade do pa\u00eds. No final do s\u00e9culo XV a popula\u00e7\u00e3o rondaria os 10.000 habitantes.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XVI \u00e9 considerado o s\u00e9culo de ouro da cidade \u2013 reconstruiu-se o Convento de S. Francisco e instalou-se o Pa\u00e7o Real, foi fundada a Universidade, v\u00e1rias igrejas e pal\u00e1cios. A constru\u00e7\u00e3o do Aqueduto da \u00c1gua de Prata alterou a imagem global da cidade, estruturou v\u00e1rios setores urbanos e originou a abertura de duas novas ruas. Neste per\u00edodo a estrutura urbana estava praticamente definida e a \u00e1rea intramuros quase totalmente ocupada. O eixo urbano principal, entre as Porta de Moura e a Porta Nova, estaria j\u00e1 consolidado.<\/p>\n<p>Em 1637 eclodiu em \u00c9vora um levantamento popular de contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica da coroa espanhola \u2013 as chamadas \u201cAltera\u00e7\u00f5es de \u00c9vora\u201d \u2013 que alastrou a outras regi\u00f5es do pa\u00eds e \u00e9 entendido como um prenuncio da Restaura\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia, de 1640. Depois de 1640, durante a Guerra da Restaura\u00e7\u00e3o foi edificado um novo sistema defensivo, constitu\u00eddo por conjunto de fortifica\u00e7\u00f5es e baluartes \u201ctipo Vauban\u201d.<\/p>\n<p>O encerramento da Universidade, ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos Jesu\u00edtas (1759), constituiu um rude golpe para a cidade, iniciando ou acentuando um processo de relativa decad\u00eancia, que se prolongar\u00e1 at\u00e9 ao s\u00e9culo XX.<br \/>\nNos s\u00e9culos XVII e XVIII a constru\u00e7\u00e3o de grandes edif\u00edcios diminuiu, \u00e0 medida que a import\u00e2ncia e o prest\u00edgio da cidade entram em decl\u00ednio, mas ocorreram reconstru\u00e7\u00f5es e renova\u00e7\u00f5es em edif\u00edcios existentes. Durante este per\u00edodo o velho casario popular \u00e9 substitu\u00eddo por outros de car\u00e1ter mais erudito.<\/p>\n<p>Durante o s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX um conjunto de interven\u00e7\u00f5es transformaram o espa\u00e7o urbano de \u00c9vora: a demoli\u00e7\u00e3o total ou parcial de grandes edif\u00edcios hist\u00f3ricos originou o aparecimento de novos largos, pra\u00e7as, ruas, jardins e a constru\u00e7\u00e3o de equipamentos (teatro, correios, mercado). A perda irrepar\u00e1vel em termos patrimoniais deve ser avaliada em face da necessidade de adaptar a cidade \u00e0s novas exig\u00eancias funcionais.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sorry, this entry is only available in Portugu\u00eas. \u00c9vora situa-se no cora\u00e7\u00e3o da peneplan\u00edcie alentejana, na conflu\u00eancia de tr\u00eas importantes bacias hidrogr\u00e1ficas \u2013 Tejo, Guadiana e Sado \u2013, ponto de cruzamento milenar de vias e rotas comerciais que ligavam e ligam o litoral ao interior peninsular, o norte ao sul. 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