{"id":48093,"date":"2023-04-18T12:21:09","date_gmt":"2023-04-18T11:21:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/?p=48093"},"modified":"2023-04-18T12:21:09","modified_gmt":"2023-04-18T11:21:09","slug":"festival-imaterial-3a-edicao-19-a-27-de-maio-evora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/en\/festival-imaterial-3a-edicao-19-a-27-de-maio-evora\/","title":{"rendered":"Festival Imaterial \u2013 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o | 19 a 27 de maio \u2013 \u00c9vora"},"content":{"rendered":"<p><strong>No ano em que se cumprem os 20 anos da Conven\u00e7\u00e3o para a Salvaguarda do Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial da UNESCO, o Festival Imaterial (Organizado pela C\u00e2mara Municipal de \u00c9vora e a Funda\u00e7\u00e3o Inatel) apresenta-se com imagem renovada e um programa que pretende celebrar o Imaterial como ponto de encontro do passado, presente e futuro.<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Programa\u00e7\u00e3o musical inclui artistas de v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo como Burkina Faso, Burundi, Curdist\u00e3o, Ge\u00f3rgia, Gr\u00e9cia, \u00cdndia, Ir\u00e3o, Let\u00f3nia, Mali, Marrocos, M\u00e9xico e Portugal<\/em><\/strong><\/p>\n<p>De 19 a 27 de maio, o Patrim\u00f3nio Imaterial ser\u00e1 novamente pensado e homenageado em \u00c9vora, nas suas v\u00e1rias formas, na 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Imaterial, com organiza\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal de \u00c9vora e da Funda\u00e7\u00e3o Inatel.<\/p>\n<p>Uma das \u00e1reas culturais de maior express\u00e3o na programa\u00e7\u00e3o do Festival \u00e9 a m\u00fasica e a programa\u00e7\u00e3o musical desta edi\u00e7\u00e3o inclui artistas de v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo como Burkina Faso, Burundi, Curdist\u00e3o, Ge\u00f3rgia, Gr\u00e9cia, \u00cdndia, Ir\u00e3o, Let\u00f3nia, Mali, Marrocos, M\u00e9xico e Portugal. Sendo que integra tamb\u00e9m artistas de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, nomeadamente, jovens m\u00fasicos como Ana Lua Caiano, Kaito Winse, Silvana Estrada, Kadinelia e Dan\u00fbk.<\/p>\n<p>A abertura do festival ficar\u00e1 a cargo de Huelgas Ensemble, projeto origin\u00e1rio da B\u00e9lgica, com um concerto \u00fanico que decorrer\u00e1 na S\u00e9 Catedral de \u00c9vora. \u00c0 abertura do Imaterial, o grupo Huelgas Ensemble traz um espet\u00e1culo dedicado a Vicente Lusitano, compositor negro e por muitos considerado o maior compositor portugu\u00eas do s\u00e9culo XVI, pioneiro na m\u00fasica cl\u00e1ssica europeia, e que ter\u00e1, acredita-se, estudado em \u00c9vora. A sua obra, esquecida por muitos, \u00e9 homenageada na sess\u00e3o de abertura do evento.<\/p>\n<p>De Marrocos chegam-nos os Master Musicians of Jajouka, cuja sonoridade \u00e9 como encostar os ouvidos a uma m\u00fasica que sopra ao longo de s\u00e9culos at\u00e9 chegar, finalmente, at\u00e9 n\u00f3s. Brian Jones, dos Rolling Stones foi quem primeiro mostrou ao mundo a hipn\u00f3tica e ancestral tradi\u00e7\u00e3o musical preservada pela fam\u00edlia Attar, cujo magnetismo se deve tamb\u00e9m ao facto de ter sido passada de pais para filhos num lugar remoto.<\/p>\n<p>De Portugal Ana Lua Caiano, que representa o encontro entre a tradi\u00e7\u00e3o e a contemporaneidade. \u00c9 a representa\u00e7\u00e3o de um Portugal remoto mas tamb\u00e9m do cosmopolitismo, de um mundo aproximado pela tecnologia numa s\u00f3 voz. A sua m\u00fasica chega ao Imaterial na altura em que lan\u00e7a o seu segundo EP, o muito aguardado Se Dan\u00e7ar \u00c9 S\u00f3 Depois.<\/p>\n<p>Iberi Choir, chegam da Ge\u00f3rgia, apresentando-se como um grupo que se dedica ao espec\u00edfico canto polif\u00f3nico georgiano, reconhecido pela UNESCO como Patrim\u00f3nio Imaterial da Humanidade em 2001. Nas suas m\u00fasicas tiram proveito das caracter\u00edsticas de improvisa\u00e7\u00e3o t\u00edpicas deste g\u00e9nero musical para recriar, de forma \u00fanica, temas que fazem parte do patrim\u00f3nio coletivo.<\/p>\n<p>Kaito Winse, traz ao Imaterial a sonoridade do Burkina Faso. Winse parece necessitar da variedade de sons que busca ao seu redor para criar uma paleta musical \u00e0 altura da sua voz extraordin\u00e1ria, ve\u00edculo de uma inspiradora riqueza po\u00e9tica e de uma filigrana na qual \u00e9 poss\u00edvel escutar uma qualidade quase oper\u00e1tica.<\/p>\n<p>Do Mali, chega o Trio da Kali. A m\u00fasica que comp\u00f5em a partir de recursos reduzidos \u00e0 ess\u00eancia \u00e9 uma bela, subtil e pungente recria\u00e7\u00e3o de um legado narrativo pr\u00e9-colonial. Como se o regresso ao passado fosse o \u00fanico destino poss\u00edvel para o futuro.<\/p>\n<p>Sougata Roy Chowdhury traz-nos os sons da \u00cdndia, acompanhado por Nihar Mehta (tablas). Sougata viveu a inf\u00e2ncia dominada pela m\u00fasica cl\u00e1ssica indiana, mas aos 10 anos entregou-se ao Sarod, cordofone central nesta tradi\u00e7\u00e3o e em poucos anos, o seu talento tornou-o num dos mais admirados m\u00fasicos da sua gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do Ir\u00e3o chega-nos Kayhan Kalhor &amp; Kiya Tabassian &amp; Behnam Samani. Kalhor \u00e9 um int\u00e9rprete espantoso de Kamancheh (cordofone aparentado ao violino) e um dos mais reconhecidos representantes globais da cultura iraniana. Neste seu magn\u00edfico trio, intitulado Art of Improvisation, Kalhor \u00e9 acompanhado por Kiya Tabassian e Behnam Samani, e os tr\u00eas d\u00e3o forma \u00e0 express\u00e3o iluminada de uma m\u00fasica envolvente, criadora de um aut\u00eantico e belo estado de transe em quem diante dela se coloca.<\/p>\n<p>Silvana Estrada vem do M\u00e9xico. Vencedora do Grammy Revela\u00e7\u00e3o em 2022, trata-se de uma das mais apaixonantes criadoras de can\u00e7\u00f5es do momento. O desgosto amoroso esteve na base do surpreendente \u00e1lbum de estreia Marchita. Mas porque a vida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 tristeza, depois de Marchita veio o EP Abrazo, a celebra\u00e7\u00e3o do amor como for\u00e7a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>La Kaita, cantora cigana nascida em Badajoz, representa a regi\u00e3o da Extremadura.<\/p>\n<p>\u00c9 uma das mais respeitadas vozes do flamenco tradicional, trazendo para a sua m\u00fasica jaleos e tangos, g\u00e9neros t\u00edpicos da Extremadura. Canta como se deitasse a sua alma c\u00e1 para fora em cada verso com uma voz visceral, repleta de sentimento, de uma intensidade rara e espelho de uma liberdade plena que transita da vida para a sua m\u00fasica. Em \u00c9vora, sem artif\u00edcios que desviem a aten\u00e7\u00e3o das suas poderosas interpreta\u00e7\u00f5es vocais, La Kaita surgir\u00e1 na companhia dos guitarristas Miguel e Juan Vargas, pai e filho, m\u00fasicos ex\u00edmios e sintonizados com o registo quase selvagem da cantora, int\u00e9rprete de um flamenco que se faz atual por uma urg\u00eancia que s\u00f3 pode ser sin\u00f3nima de presente.<\/p>\n<p>\u00c9vora ser\u00e1 ainda o local do reencontro de La Kaita com o cineasta Tony Gatlif que foi um dos muitos a deslumbrar-se com esse atalho que La Kaita encontra para as emo\u00e7\u00f5es de quem a ouve, chamando-a para os filmes Vengo e Latcho Drom.<\/p>\n<p>A sonoridade do Burundi chega-nos atrav\u00e9s dos The Drummers of Burundi. Este coletivo reunido em torno de ritmos tradicionais da regi\u00e3o leva para palco a m\u00fasica que acompanha v\u00e1rios rituais sociais ligados \u00e0 sua vida em comunidade. Os tambores dos Master Drummers s\u00e3o constru\u00eddos na madeira de uma \u00e1rvore existente apenas no Burundi e cada m\u00fasico planta as \u00e1rvores para os instrumentos daqueles que lhe vir\u00e3o a suceder, alimentando um impar\u00e1vel ciclo de renova\u00e7\u00e3o. Uma experi\u00eancia imperd\u00edvel.<\/p>\n<p>Os Dan\u00fbk s\u00e3o um grupo de jovens m\u00fasicos unidos pelo amor comum que nutrem pela m\u00fasica tradicional do Curdist\u00e3o. Fazem atrav\u00e9s da m\u00fasica, a busca pelas suas origens e pela perten\u00e7a a uma Hist\u00f3ria maior do que a sua. Descobertos a tocar nas ruas de Istambul, acabaram por ser chamados a compor e interpretar bandas sonoras para cinema e para r\u00e1dio, tendo acabado por juntar-se a Michael League (multi-instrumentista e produtor da banda de jazz Snarky Puppy e vencedor de 4 Grammys) para a grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum Mor\u00eek.<\/p>\n<p>Kadinelia v\u00eam da Gr\u00e9cia e apresentam no Imaterial a sua m\u00fasica de viagem, mas em que cada paragem parece concentrar em si v\u00e1rios lugares em simult\u00e2neo. Uma sonoridade num universo de guitarras ac\u00fasticas, harmonias vocais e em que a tradi\u00e7\u00e3o musical grega \u00e9 atravessada por elementos de blues ou rock.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a Let\u00f3nia, pa\u00eds que partilha com \u00c9vora uma das suas cidades como Capital Europeia da Cultura em 2027, est\u00e1 presente nesta edi\u00e7\u00e3o do Festival Imaterial. As Tautumeitas trazem para o seu universo instrumentos e influ\u00eancias para os temas do report\u00f3rio tradicional let\u00e3o. O resultado \u00e9 uma m\u00fasica que, apesar das suas \u00f3bvias especificidades, se torna familiar de forma instant\u00e2nea, como se os tr\u00eas mil quil\u00f3metros que separam Portugal e Let\u00f3nia fossem engolidos, de s\u00fabito, no curto intervalo de tempo em que dura uma das suas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Festival Imaterial encerra no dia 27 de maio ao som dos Ganh\u00f5es de Castro Verde &amp; Paulo Ribeiro. Para o seu concerto no Imaterial, os homens que colhem o nome naqueles que trabalhavam no campo, ao servi\u00e7o das sementeiras, das colheitas ou da apanha da azeitona, juntam-se ao cantor Paulo Ribeiro para o espet\u00e1culo \u201cO cante n\u00e3o cai do c\u00e9u\u201d, juntando \u00e0s modas do cancioneiro tradicional um conjunto de novas composi\u00e7\u00f5es com autoria do ex-l\u00edder dos Anonimato. S\u00e3o temas trabalhados por Paulo Ribeiro a partir de poemas de Manuel da Fonseca, Jo\u00e3o Monge, Tiago Rodrigues ou Patr\u00edcia Portela, numa perspetiva de renova\u00e7\u00e3o do report\u00f3rio do Cante, trazendo novos olhares sobre uma m\u00fasica que \u00e9 Patrim\u00f3nio Cultural e Imaterial da Humanidade. Para que o Cante n\u00e3o se esque\u00e7a de crescer para fora &#8211; e n\u00e3o para dentro.<\/p>\n<p>Contando com artistas de v\u00e1rios pontos do mundo, \u00c9vora celebra, assim, a multiculturalidade e a sua rela\u00e7\u00e3o com o \u201cpatrim\u00f3nio pensado e vivido\u201d, agora j\u00e1 \u00e0 luz da confirma\u00e7\u00e3o da cidade como Capital Europeia da Cultura em 2027, procurando seguir o exemplo das tradi\u00e7\u00f5es que celebra, e tentando constituir-se uma refer\u00eancia na partilha de conhecimento.<\/p>\n<p>A juntar ao programa musical ser\u00e1 anunciado, em breve, um programa de ofertas culturais diversificadas passando pelo Cinema, Conversas e Passeios pelo Patrim\u00f3nio.<\/p>\n<p>O Festival Imaterial tem entrada livre e na passada edi\u00e7\u00e3o contou com mais de 3 mil espectadores. Este ano \u00e9 objectivo crescer em visitantes e participantes nas diversas sec\u00e7\u00f5es do festival, reafirmando o Imaterial como um ponto de encontro.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00e3o em: <a href=\"http:\/\/festivalimaterial.pt\/\">http:\/\/festivalimaterial.pt\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano em que se cumprem os 20 anos da Conven\u00e7\u00e3o para a Salvaguarda do Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial da UNESCO, o Festival Imaterial (Organizado pela C\u00e2mara Municipal de \u00c9vora e a Funda\u00e7\u00e3o Inatel) apresenta-se com imagem renovada e um programa que pretende celebrar o Imaterial como ponto de encontro do passado, presente e futuro. 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