{"id":59992,"date":"2024-03-28T12:28:54","date_gmt":"2024-03-28T12:28:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/?p=59992"},"modified":"2024-03-28T12:28:54","modified_gmt":"2024-03-28T12:28:54","slug":"60-anos-da-descoberta-do-cromeleque-dos-almendres-e-da-anta-grande-do-zambujeiro-celebrados-com-exposicao-no-palacio-de-d-manuel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cm-evora.pt\/en\/60-anos-da-descoberta-do-cromeleque-dos-almendres-e-da-anta-grande-do-zambujeiro-celebrados-com-exposicao-no-palacio-de-d-manuel\/","title":{"rendered":"60 anos da descoberta do Cromeleque dos Almendres e da Anta Grande do Zambujeiro celebrados com exposi\u00e7\u00e3o no Pal\u00e1cio de D. Manuel"},"content":{"rendered":"
Do \u201cCabe\u00e7o da Anta\u201d ao \u201cAlto das Pedras Talhas\u201d \u2013 RETRATOS DE UMA DESCOBERTA pode ser visitada at\u00e9 27 de outubro<\/strong><\/p>\n Foi no dia 27 de mar\u00e7o de 1964, fez ontem precisamente 60 anos, que foram identificados dois dos mais importantes monumentos megal\u00edticos de Portugal, o Cromeleque dos Almendres e a Anta Grande do Zambujeiro. A C\u00e2mara Municipal de \u00c9vora assinala a data com uma grande exposi\u00e7\u00e3o constru\u00edda a partir do esp\u00f3lio documental e fotogr\u00e1fico do arque\u00f3logo Henrique Leonor de Pina (1930-2018), doado pela sua fam\u00edlia \u00e0 Autarquia. <\/strong><\/p>\n Na abertura, o Presidente da C\u00e2mara de \u00c9vora, Carlos Pinto de S\u00e1, acompanhado por Raquel Cani\u00e7o, sobrinha de Henrique Leonor Pina, e por Gustavo Val-Flores, t\u00e9cnico municipal respons\u00e1vel pela curadoria desta mostra, destacou a necessidade de continuarmos a preservar e valorizar este valioso patrim\u00f3nio megal\u00edtico. Na presen\u00e7a de Ant\u00f3nio Galopim de Carvalho, ge\u00f3logo e amigo pessoal de Leonor Pina, o Autarca eborense agradeceu a todos os que participaram na \u201caventura\u201d que permitiu descobrir e dar a conhecer estes monumentos de grande import\u00e2ncia para hist\u00f3rica para a regi\u00e3o.<\/p>\n A exposi\u00e7\u00e3o, que pode ser apreciada na sala de exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias do Pal\u00e1cio de D. Manuel, \u00e9 feita de imagens e de palavras, mas, antes de mais, de mem\u00f3rias e de legado. Mem\u00f3rias de populares an\u00f3nimos que, com o seu ancestral conhecimento do territ\u00f3rio, nos deixaram uma heran\u00e7a patrimonial singular, e, de um legado de uma figura \u00edmpar, protagonista de um momento especial na hist\u00f3ria da arqueologia portuguesa.<\/p>\n Henrique Leonor de Pina \u00e9 uma das figuras que contribuiu, decisivamente, para dar express\u00e3o mundial ao megalitismo eborense. A sequ\u00eancia de trabalhos que realizou, durante a d\u00e9cada de 60 do s\u00e9culo XX, conduziu \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de in\u00fameros monumentos, destacando-se os Cromeleques dos Almendres e da Portela de Mogos, ou a Anta Grande do Zambujeiro.<\/p>\n O territ\u00f3rio de \u00c9vora alberga uma das maiores concentra\u00e7\u00f5es de monumentos megal\u00edticos na Europa, a par da Bretanha Francesa ou do Sudoeste de Inglaterra. Para esta riqueza parecem ter contribu\u00eddo v\u00e1rios fatores, como a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da regi\u00e3o \u2013 no \u00fanico ponto de conflu\u00eancia das tr\u00eas grandes bacias hidrogr\u00e1ficas do sul de Portugal (Tejo, Sado e Guadiana) \u2013 e a abund\u00e2ncia natural de mat\u00e9ria prima para a sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n Esta mostra pode ser visitada at\u00e9 outubro, de ter\u00e7a-feira a domingo, entre as 09h00 e as 12h30 e as 14h00 e as 18h00. Em breve ser\u00e1 divulgado um programa educativo alargado, incluindo visitas orientadas, oficinas de arqueologia experimental e ciclos de confer\u00eancias sobre a tem\u00e1tica do patrim\u00f3nio megal\u00edtico eborense. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre estas atividades paralelas podem ser obtidas atrav\u00e9s dos contactos 266 777 116 e servicoeducativo.cide@cm-evora.pt<\/a>.<\/p>\n\n\t\t