Portugu\u00eas<\/a>.<\/p>O Mosteiro de S\u00e3o Bento de C\u00e1stris, em \u00c9vora, foi o palco escolhido para o lan\u00e7amento nacional do Programa Cultura, cofinanciado pelo EEA GRANTS<\/em>, para o per\u00edodo de 2021-2028. A abertura da sess\u00e3o esteve a cargo do Presidente da C\u00e2mara Municipal de \u00c9vora, Carlos Zorrinho, acompanhado pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, da Presidente da Associa\u00e7\u00e3o \u00c9vora _27, Maria do C\u00e9u Ramos, e de representantes da Isl\u00e2ndia, Liechtenstein e Noruega, pa\u00edses financiadores deste programa. <\/strong><\/p>\n\u201cCom uma longa hist\u00f3ria e uma beleza \u00fanica, ele \u00e9 sede da Associa\u00e7\u00e3o \u00c9vora_27, e est\u00e1-lhe destinado um papel fulcral como uma Casa da M\u00fasica ao Sul que ser\u00e1 um dos principais legados da Capital Europeia da Cultura para \u00c9vora, para o Alentejo e para a cultura portuguesa e europeia\u201d, salientou Carlos Zorrinho, referindo-se a S\u00e3o Bento de C\u00e1stris e ao papel futuro destinado \u00e0quele edif\u00edcio hist\u00f3rico.<\/p>\n
Com o arranque da Capital Europeia da Cultura a aproximar-se a passos largos (06 de fevereiro de 2027), o autarca eborense considera ser chegado o momento de \u201cinverter a narrativa\u201d provocada pela \u201cperce\u00e7\u00e3o negativa da cultura alentejana enquanto motor de transforma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento integrado do territ\u00f3rio. A ideia de lentid\u00e3o, sofrimento, partida, desvantagem, handicap<\/em>\u201d, acreditando que \u201ca nossa forma de ser e de estar n\u00e3o tem que repelir pessoas e investimentos\u201d, mas, ao inv\u00e9s, \u201ctem tudo para atrair gente \u00e0 procura de estar na fronteira do saber e do investimento, mas quer viver, respirar e ter o controlo do tempo e qualidade de vida\u201d, enfatizou Carlos Zorrinho.<\/p>\nO Programa Cultura conta com uma dota\u00e7\u00e3o financeira global que ronda os 11 milh\u00f5es de euros (compostos maioritariamente por fundos da Isl\u00e2ndia, Liechtenstein e Noruega, al\u00e9m de cofinanciamento nacional), destinados a apoiar a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, a digitaliza\u00e7\u00e3o e a salvaguarda do patrim\u00f3nio. As linhas orientadoras do Programa assentam nos eixos do Patrim\u00f3nio Cultural e das Artes. A aposta passa pela revitaliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do patrim\u00f3nio costeiro, pela adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, pelo apoio \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e digitaliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio, mas, tamb\u00e9m, pelo refor\u00e7o da oferta cultural em territ\u00f3rios de baixa densidade populacional, e pela promo\u00e7\u00e3o da diversidade, inclus\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n
O EEA Grants<\/em> \u00e9 um mecanismo financeiro plurianual, atrav\u00e9s do qual a Isl\u00e2ndia, o Liechtenstein e a Noruega apoiam financeiramente os Estados membros da Uni\u00e3o Europeia com maiores desvios da m\u00e9dia europeia do PIB per capita<\/em>, onde se inclui Portugal.<\/p>\n\n\t\t