(Português) Évora prepara uma nova etapa de desenvolvimento após um primeiro ano de mandato marcado por desafios exigentes
Updated on 02/11/2026Sorry, this entry is only available in Português.
Executivo municipal fez o balanço do primeiro ano de gestão num encontro com os jornalistas e apontou os principais desafios e oportunidades para os próximos três anos, com o novo Plano de Urbanização, o Hospital Central do Alentejo e o legado de Évora 2027 a “conduzirem” o destino do concelho rumo à sua afirmação como Capital Europeia ao Sul.
O Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, acompanhado pelos vereadores Jerónimo José e Carmen Carvalheira e pela chefe de gabinete, Teresa Batista, reuniu-se, hoje, com os órgãos de comunicação social, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, para um encontro informal que permitiu fazer o balanço do primeiro ano de mandato e abordar as principais perspetivas para o futuro do concelho.
Num ambiente de proximidade, durante um pequeno-almoço de trabalho, o encontro proporcionou uma oportunidade de diálogo e troca de informações entre o executivo municipal e os jornalistas, que tiveram ocasião de colocar questões sobre diferentes matérias da atualidade autárquica e os projetos em desenvolvimento no município.
O primeiro ano de mandato ficou marcado por um conjunto de desafios exigentes, num período em que foi necessário dar resposta a problemas acumulados, desbloquear processos de elevada complexidade e, simultaneamente, preparar as condições para uma nova etapa de desenvolvimento de Évora.
Entre os dossiers de maior relevância destaca-se a revisão do Plano de Urbanização de Évora (PUE), instrumento fundamental para definir o modelo de crescimento da cidade nas próximas décadas. A proposta apresentada pelo Município assume uma visão de desenvolvimento urbano mais abrangente, contemplando a possibilidade de construção de mais de 7.000 novos fogos, a criação de novas áreas de atividade económica e a afirmação de um polo de saúde na envolvente do futuro Hospital Central do Alentejo.
Outro dos processos que marcou este primeiro ano foi o trabalho desenvolvido em torno do Hospital Central do Alentejo, uma infraestrutura determinante para Évora e para toda a região. Depois de vários anos de impasses e dificuldades institucionais, foi alcançado, em março, um acordo entre o Município, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, a Administração Central do Sistema de Saúde e a CCDR Alentejo, através de um protocolo que permitiu enquadrar a execução das infraestruturas exteriores necessárias ao funcionamento do novo hospital.
A preparação da cidade para a Capital Europeia da Cultura 2027 foi igualmente enquadrada numa perspetiva que ultrapassa a realização do próprio evento. O desafio passa por garantir que este momento de projeção internacional deixe marcas duradouras no território, através da requalificação e valorização dos equipamentos culturais, da dinamização da atividade económica, do reforço da participação cultural e da criação de novas oportunidades para os agentes locais.
A cidade que se pretende construir para depois de 2027 está, por isso, subjacente à reflexão sobre os próximos anos. Uma Évora mais preparada para crescer, com melhores condições de habitação, mobilidade e serviços, mais atrativa para viver, trabalhar, estudar e investir, sem perder a identidade histórica e patrimonial que constitui uma das suas maiores riquezas.
Os próximos três anos apresentam-se, neste contexto, como um período particularmente importante para transformar os processos entretanto desencadeados em resultados concretos. A conclusão dos instrumentos de planeamento, o acompanhamento da concretização do Hospital Central do Alentejo, a valorização do espaço público, a qualificação dos equipamentos municipais e a consolidação do legado de Évora 2027 constituem alguns dos principais desafios desta nova etapa.
Entre as preocupações mais próximas do quotidiano da população, a higiene urbana e a limpeza do espaço público assumiram particular importância. Neste encontro, foi relembrado que o Município apostou no reforço das equipas operacionais e dos meios e equipamentos disponíveis, procurando melhorar a capacidade de resposta dos serviços, a regularidade das intervenções e as condições de limpeza e conservação dos espaços públicos. Uma área em que o trabalho desenvolvido exigiu também uma maior articulação entre os serviços municipais e uma atenção permanente às necessidades identificadas nas diferentes freguesias e zonas da cidade.
A valorização dos recursos humanos do Município constituiu igualmente uma preocupação central. O executivo procurou, neste período, recuperar a motivação e o sentimento de pertença dos trabalhadores municipais, reconhecendo o seu papel indispensável no funcionamento da autarquia e na concretização das políticas públicas. A criação de um ambiente de maior confiança, diálogo e cooperação interna foi assumida como condição essencial para mobilizar os trabalhadores em torno de um objetivo comum: servir melhor a população e contribuir para o desenvolvimento do concelho.
O encontro com a comunicação social permitiu, assim, não só revisitar o caminho percorrido durante o primeiro ano de mandato, mas também perspetivar uma agenda de trabalho assente na concretização de projetos estruturantes e na afirmação de Évora como cidade de referência no Alentejo, no país e na Europa.





