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“MARIA LIBERDADE”, por Trulé | VERÃO EM ÉVORA

Atualizado em 15/07/2024

Maria Liberdade encontra-se aprisionada nos longos braços de uma figura sinistra que, por analogia com o Castelo dos Fantasmas do reportório tradicional do teatro de robertos, é guardada por personagens diabólicas que representam os poderes e os medos que sustentam a ditadura simbolizados pelas personagens do lobisomem, do cabeçudo, da bruxa e do diabo. O Palhaço Roberto inicia o espetáculo ao som do realejo, mas vai sendo sucessivamente interrompido pelos gritos de socorro da Maria. No final, tal como em todas as peças do reportório tradicional, o herói é o invencível Roberto que desafia as leis, as convenções e os medos e consegue libertar a Maria Liberdade acabando a dançar com ela ao som do Hino do MFA.

Neste espetáculo, as personagens mantêm as características e a simplicidade que identificam os robertos, marionetas de luva manipuladas por um único marionetista que usa uma palheta na boca para caracterizar a voz das personagens mas, neste caso, é acompanhado por um músico que complementa a narrativa com a voz e a viola.