Câmara de Évora atribui nome de Túlio Espanca a sala no edifício dos Paços do Concelho
Atualizado em 23/09/2026Nome maior da historiografia eborense, Túlio Espanca tem, a partir de agora, uma sala com o seu nome no edifício dos Paços do Concelho da cidade que escolheu como sua. A homenagem do Município representa o reconhecimento perante a vida e obra de um homem que contribuiu, com o seu extenso trabalho de investigação, para a classificação de Évora como Património Mundial.
Na cerimónia de inauguração, que contou com a presença de familiares e amigos do fundador do Boletim Municipal “A Cidade de Évora”, o Presidente da Câmara, Carlos Zorrinho, destacou “o nome de um dos mais ilustres eborenses do século XX, cujo exemplo de vida e obra nos honra e inspira”, e salientou a importância de “recordar a memória de Túlio Espanca no edifício municipal é, em si mesmo, um gesto de compromisso público para com a Cultura, as Artes e o Património e, nessa medida, um desígnio que queremos continuar a vincular à identidade da nossa cidade.”
Esta “Sala será sempre um espaço de encontro e de diálogo, de trabalho, de descoberta de desenho de soluções, o que também lembrará a todos o exemplo cívico de Mestre Túlio Espanca”, enfatizou Carlos Zorrinho.
A cerimónia contou ainda com intervenções de Rui Arimateia, a quem coube fazer uma “visita guiada” pela vida e obra de Túlio Espanca, e de Marcial Rodrigues, em representação do Pro-Évora, grupo ao qual Espanca esteve ligado durante 45 anos. A terminar, Joana Espanca Bacelar, filha do historiador eborense, mostrou a faceta mais pessoal e familiar deste extraordinário homem das artes.
Primo e afilhado da poetisa Florbela Espanca, o historiador e investigador autodidata nasceu em Vila Viçosa, em 1913, e faleceu em Évora, em 1993, tendo dado, através do seu trabalho, um contributo de significativo valor para o conhecimento e valorização do património eborense, nomeadamente para a classificação de Évora como Património Mundial pela UNESCO.
Tendo dedicado parte da sua vida à inventariação do património artístico e arquitetónico do Alentejo, o trabalho de Espanca constitui, ainda hoje, base de trabalho para estudantes, investigadores e historiadores. Fruto do seu labor, foi distinguido, em 1990, com o título de doutor honoris causa pela Universidade de Évora.


















